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Carabaos e murrahs de Tonga da Mironga

Na entrada da fazenda Mironga, a alguns minutos da cidade de Soure, no Marajó, quem faz as honras é um búfalo carabao. Ele encara os visitantes, mas de bravo só tem a cara. Como todos os búfalos, é dócil, manso.

08 agosto 2013 | 00:23 por joseorenstein

O animal não é nativo do Marajó, mas se deu bem ali e está por toda parte: nas fazendas – onde dá leite, carne e couro – e na cidade, onde traciona as carroças. Há até um batalhão da polícia que usa búfalos para fazer a ronda.

A história oficial é que o bicho da raça mediterrânea aportou na ilha em 1895, importado da Itália por um fazendeiro. Existem mais de 20 tipos de búfalo , os chifres indicam a diferença. No Marajó, há o carabao, de origem indonésia, o murrah e o jafarabadi, indianos, e o mediterrâneo. O murrah é o mais comum, por adaptar-se bem à dupla função: tem leite bom e carne boa. A carne do búfalo é tenra e tem um toque adocicado. É prato comum no Marajó.

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Donos do pedaço. Os pacatos búfalos são parte da paisagem marajoara. O da frente, com os chifres maiores, é carabao. O de trás, murrah. FOTO: Júlia Rettmann/Estadão

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 8/8/2013

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