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Casa Albornoz, de Santana do Livramento, é nova marca brasileira de azeites

Safra brasileira de azeitonas deste ano, que começa a ser colhida este mês, traz poucas novidades. Clima afetou a produção na Serra da Mantiqueira

06 fevereiro 2019 | 19:37 por Dubes Sônego

Especial para o Estado

A safra brasileira de azeitonas para a produção de azeites deste ano, que começou em fevereiro, terá como novidade o lançamento de ao menos três rótulos de uma nova marca. 

A estreante é a Casa Albornoz, de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, perto da fronteira com o Uruguai. Um dos rótulos, chamado Da Casa, é um blend das variedades arbequina e koroneiki. Outro, o Reserva, mais complexo, mistura arbequina, arbosana e koroneiki. Por fim, um azeite pensado para crianças, com azeitona arbequina, a variedade de sabor suave. “Vimos que há muitos na Europa, mas poucos aqui, e decidimos lançar”, diz Virgínia Albornoz, diretora comercial.

Oliveiras da Casa Albornoz, de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul

Oliveiras da Casa Albornoz, de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul Foto: Natália Sosa

Segundo ela, a expectativa é de que a produção deste ano ainda seja pequena, com cerca de 6 mil garrafas de 250 ml. Mas a família, dona do negócio, já construiu um lagar próprio e pretende expandir a produção nos próximos anos, aproveitando os cerca de 120 hectares de oliveiras que já têm plantados – o negócio foi idealizado e é tocado por Virgínia, as irmãs, Silvia e Ana Luiza, e a mãe, Margarida. 

A marca deverá se somar a outras 45 já listadas na edição mais recente do Guia do Azeite Brasileiro, em um ano de quebra de expectativa com a safra de azeitonas em uma das principais regiões produtoras do País, a Serra da Mantiqueira. De acordo com representantes do setor, outros produtores vinham se preparando para lançar suas marcas em 2019. Mas o clima atrapalhou seus planos. No Sul, onde as fazendas são em menor número e maiores, em contrapartida, depois de duas safras ruins, a produção será recorde.

Da casa. Rótulo mistura variedades arbequina e koroneiki

Da casa. Rótulo mistura variedades arbequina e koroneiki Foto: Natália Sosa

As duas regiões são as maiores produtoras do Brasil, onde a cultura começou a se desenvolver principalmente a partir do ano 2000. Apesar de tudo, segundo Paulo Freitas, consultor de diversos produtores do mercado brasileiro, “se não houver nenhum evento climático, a produção deverá superar a do ano passado, por volta de 170 mil litros, e chegar a 200 mil litros”.

O volume ainda é irrisório diante do consumo nacional, que alcançou o volume recorde de 77 milhões de litros por ano, em 2018. Mas vem crescendo e se concentra em azeites cada vez mais nobres e frescos.

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