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Comida

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Chocolate nas trincheiras

Mostra sobre chocolate na 1ª Guerra tem objetos, cartazes e cartas de soldados falando do produto

23 julho 2014 | 19:46 por redacaopaladar

O chocolate ajudou em certa medida os soldados britânicos a ganhar a 1ª Guerra Mundial, elevando seu moral e dando-lhes um pouco da sensação de lar. Uma exposição intitulada 1ª Guerra: Um Gosto de Casa, na Fábrica de Chocolate York, em North Yorkshire, Inglaterra, mostra, no ano do centenário do início da guerra, como o produto era importante para levar algum conforto às tropas nas trincheiras, longe da família e dos amigos, segundo o jornal Daily Mail.

FOTOS: Divulgação

A exposição reúne, além de utensílios, objetos, cartazes e filmes relacionados ao chocolate, 250 cartas escritas e recebidas por soldados em centros de treinamento, trincheiras, prisões e no campo de batalha. Nelas, o chocolate é um dos temas citados. Entre os objetos exibidos há uma série de latas de chocolate feitas especificamente para os soldados britânicos, com uma das pouquíssimas embalagens remanescentes do chocolate Lord Mayor de um lote enviado para todos os combatentes de York em serviço ativo durante o Natal de 1914.

As cartas dos combatentes falam do chocolate com humor, orgulho, até medo, dando uma boa ideia de quanto a guloseima funcionava como parte da memória de uma vida que tinham deixado para trás na Inglaterra.

Numa das “cartas-chocolate”, datada de 11/1/1915, o soldado Henry Bailey, de Holgate, York, diz: “Me orgulho de ser um cara de York. Não vejo a hora de esta guerra cruel terminar”. Henry manda seu “mais profundo agradecimento pela ótima caixa de chocolate” que recebera “tão inesperadamente” e promete: “Vou guardar essa caixa enquanto Deus me mantiver vivo”.

“Através da história, o cacau mostrou-se um valioso ingrediente em tempos de guerra, desde os guerreiros astecas, que o bebiam amargo, para ganhar força e energia”, disse um porta-voz da exposição. “Os visitantes podem constatar como o chocolate ajudou a manter o espírito da nação elevado, tanto em casa como no front, investigar como os fabricantes do famoso chocolate apoiaram o esforço bélico e como a indústria chocolateira mudou para sempre depois de 1918.”

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 24/7/2014

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