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Conheça as barras de chocolate vencedoras da 3ª edição do prêmio Bean to Bar Brasil

Concurso envolveu 32 marcas de chocolates produzidos com cacau nacional, de forma artesanal - desde a amêndoa ao produto final

17 de maio de 2019 | 19:55 por Renata Mesquita, O Estado de S.Paulo

Parece que foi ontem que o termo bean to bar chegou ao Brasil. A produção artesanal de chocolate  - da amêndoa à barra - com cacau de origem nacional é nova por aqui, mas cresce muito rapidamente. O cenário não para de mudar, com cada vez mais marcas e chocolates cada vez melhores, alguns já premiados no exterior.

A principal competição do mercado nacional, o prêmio Bean to Bar Brasil, chegou à terceira edição. Os resultados da prova deste ano foram divulgados na noite dessa sexta-feira (17) no encerramento da  2ª Bean to Bar Chocolate Week, evento dedicado ao chocolate realizado nesta semana em São Paulo. 

Degustação às cegas premia chocolate artesanal brasileiro 

Degustação às cegas premia chocolate artesanal brasileiro  Foto: Gabriela Biló/Estadão

E apesar do aumento no números de competidores, houve repeteco no pódio este ano. Levaram as duas medalhas de ouro nas duas categorias do evento, chocolate amargo e ao leite, as mesmas chocolateiras que conquistaram o ouro no ano passado: Arcelia Gallardo da Mission, pela sua barra 70% cacau da Fazenda Camboa, e Gislaine Gallette da Gallette, pela sua 54% cacau Pará-Parazinho.  

Foram avaliadas às cegas 57 barras de chocolate de 32 marcas, divididas nas categorias.  A prova foi realizada na manhã da quarta-feira (15) com a participação de um grupo de 45 jurados, entre eles os próprios produtores de barras e especialistas convidados, incluindo 12 estrangeiros, como a francesa Chloe Doutre Roussel, especialista em cacau e chocolate e tradicionalmente avessa a competições.  

No total foram premiadas 13 barras. Entre os amargos, quem levou a medalha de prata foi a Negro Doce, de Caxias do Sul (RS). Já o bronze foi dividido entre Casa Lasevisius (SP), Cacau do Céu (BA), Mestiço (SP/BA), Andrei Martinez (RS) e Luisa Abram (SP).

Entre as barras ao leite, não houve pontuação suficiente para a medalha de prata, mas três marcas dividiram o bronze: a baiana Baianí, da produtora Juliana Aquino, organizadora da Bean to Bar Week; a Moselle de Santa Catarina e a paulista Priscila França.

Arcelia Galardo, da Mission, que levou a medalha de ouro na categoria amargo 

Arcelia Galardo, da Mission, que levou a medalha de ouro na categoria amargo  Foto: Felipe Rau/Estadão

Além do júri oficial, a organizadora da premiação Zélia Frangioni distribuíu 160 envelopes com amostras das barras para o público geral, os consumidores, que registraram suas notas e avaliações em um site. As barras que levaram as maiores notas ganharam o selo "Escolha do Público", e para surpresa quem levou ambos os prêmios - amargo e ao leite - foram as barras de Gislaine, da Gallette, que também levou a medalha de ouro. "Isso mostra uma coisa legal, que o paladar do público não esta tão distante e diferente dos jurados profissionais", comemorou Zélia. 

Ficou curioso para provar as barras vencedoras e conhecer um pouco mais dos chocolates artesanais brasileiros? Neste fim de semana (17 e 18) haverá uma feira de produtos bean to bar. Ela é aberta ao público, gratuita e terá a participação de expositores de todo Brasil, incluindo as duas medalhas de ouro. O evento será no Espaço Tangram (R. Fidalga, 184, Vila Madalena). 

Ficou com água na boca?