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Comida

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De ovelha, de cabra, de búfala e até iaque

Em qualquer lugar do mundo com consumo histórico de leite, há registros de produção de manteiga. Da Índia à Escandinávia, ela foi descoberta em várias versões, não apenas de leite de vaca. Leites de ovelha, cabra, búfala e até a fêmea do tibetano iaque têm a gordura necessária para fazer o ingrediente.

05 agosto 2015 | 21:14 por Míriam Castro

No Tibete, existe o costume de beber chá de manteiga: mistura de chá, manteiga de leite de iaque e sal. A xícara é enchida até a borda toda vez que o convidado toma um gole. A etiqueta recomenda nunca deixá-la vazia. Se o convidado não quiser mais, deve parar de beber e, na hora de ir embora, tomar de uma vez só.

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Como o armazenamento da manteiga não era uma forma tão eficaz de preservar os nutrientes do leite quanto o queijo, ela era mais usada pelos plebeus durante a Idade Média. Após seu consumo ser liberado durante a Quaresma, no século 16, o uso gastronômico da manteiga aumentou no Velho Mundo. Logo, carnes e hortaliças eram servidas mergulhadas no ingrediente.

Leite de cabra tem gordura suficiente para fazer manteiga.

FOTO: Tiago Queiroz/Estadão

A combinação clássica de café da manhã, o pão com manteiga, surgiu na mesma época. Começou com a classe média europeia recém-surgida. Dali, o hábito se espalhou para as colônias pelo mundo.

Em locais como a Índia, há registros de manteiga e sua versão clarificada local, o ghee, de pelo menos 1,5 mil anos. De acordo com Alan Davidson, a transformação da manteiga em ghee permitia sua conservação por mais tempo no clima quente indiano.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 6/8/2015

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