Paladar

Comida

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De produtos abundantes a ex-ervas daninhas, tudo apontou para o simples

Erra menos quem simplifica. E, no entanto, fazer o simples não é tão fácil como pode parecer. Exige cuidado extremo, dedicação, os melhores ingredientes e domínio da técnica.

30 setembro 2015 | 18:37 por redacaopaladar

No 9º Paladar Cozinha do Brasil, a simplicidade deu o tom. Pouco se viu de estrepolia e exageros. Em vez disso, o que se viu foi o amadurecimento, a valorização do essencial de diferentes maneiras como você pode notar nas aulas e oficinas que destacamos nesta página.

Teve aula da ancestral defumação – para fazer em casa, só com uma panela funda e fogão –, caipirinha feita com cachaça que em Goiás é vendida na garrafa pet, receitas com aquilo que a maioria das pessoas chama de mato, as plantas alimentícias não convencionais.

Quiabos preparados pelo chef Marcelo Corrêa-Bastos, do Jiquitaia. FOTO: Gui Gomes/Estadão

Recuperamos o básico missô do receituário tradicional japonês e os prosaicos – e geralmente desprezados – jiló, chuchu e quiabo. Os triviais mandioca, amendoim, arroz e banana viraram farinha, em aula que mostrou que basta um pouco de criatividade com produtos que estão ao alcance da mão para fugir da monotonia do trigo.

Voltar ao simples é também voltar à terra: uma oficina ensinou a fazer e cuidar da horta caseira, para manter temperos e verduras por perto. Se a batata brotou, plante-a. Batatinhas nascerão. O gengibre deu folha, corte, espere dois dias para secar e enfie na terra.

Por fim, também em dois dos debates no auditório, concluímos que o melhor é descomplicar. Primeiro, uma necessidade urgente: é preciso desgourmetizar. Depois, temos de lembrar que o prazer da gastronomia está na comida de verdade, simples, que, afinal, é a melhor e – por que não? – a mais saudável.

>> Veja a íntegra da edição especial do 9º Paladar Cozinha do Brasil, de 1º/10/2015

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