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Comida

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Direto da desordem do armário dos embutidos

A busca pelo produto mais fresco tem levado os chefs de volta à artesania. E um ritual tão antigo quanto prosaico vem se repetindo, nos últimos anos, nas cozinhas de alguns restaurantes: embutir. Técnicas de salumeria foram recuperadas e estão agora a serviço de cozinheiros, que povoam seus cardápios com sopressatas, cotechinos e copas. Eles fazem das tripas profissão. Muito além do salaminho.

26 julho 2012 | 08:00 por joseorenstein

Une os chefs a insatisfação com os embutidos da indústria, que engolfou uma tradição desenvolvida ao longo de anos em países como Espanha, Itália, Portugal. E os divide a inspiração e os métodos para obter os produtos. Há os que buscaram a reminiscência dos avós, que penduravam as linguiças em casa, e há aqueles que apenas foram atrás da excelência gastronômica.

A rigor, embutido é carne ensacada tripa adentro. Metida à força, introduzida com justeza, como atestam Aurélio e Houaiss sobre o termo. Dessa definição, pode-se divisar a linha que separa os frescos e crus (linguiças, presuntos, copas e sopressatas) dos cozidos e defumados (terrines, salsichas).

Em todos os casos, o sal – não à toa na raiz de palavras como salumeria ou sausage (embutidos em inglês) – é fundamental, pois retira a umidade que serve de veículo à putrefação. Mas foi-se o tempo em que embutir era mera técnica de conservação.

 

1 – Pernil virou cacciatoreFaça você mesmo (Vito)

2- Lombo virou lonzino… Subindo a serra (Pomodori)

3- Copa virou sopressata…Tradição, famiglia e embutido (Pasquale)   &  linguiça…  Modinha caipira (Attimo)

4- Bochecha virou guanciale

5- Paleta virou presunto… Como na Itália (Friccò)

6- Barriga virou pancetta… De dentro para fora (Arturito)

 

 

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