Paladar

Comida

Comida

Em nome do prato

Nossa popular carne moída com purê de batata foi batizada na França como hachis parmentier, em homenagem ao farmacêutico, agrônomo e militar francês Antoine Augustin Parmentier (1737-1813). Submetido a uma rigorosa dieta de batatas numa prisão alemã, ele virou defensor do tubérculo.

29 janeiro 2014 | 23:30 por tatianaengelbrecht

Já o carpaccio nasceu na década de 1950 a pedido de uma condessa italiana a Giuseppe Cipriani (1900-1980), dono do Harry’s Bar, em Veneza. Com anemia profunda, a nobre só podia comer carne crua. A criação, que chegou ao Brasil na década de 1970 pelas mãos do chef Massimo Ferrari, é uma das mais famosas do Harry’s Bar.

Essas e outras histórias sobre a culinária internacional e a brasileira estão no livro Esses Pratos Maravilhosos e seus Nomes Esquisitos, de Maria Lectícia Monteiro Cavalcanti.

Pata negra. Saiba por que o presunto famoso tem um nome tão estranho. FOTO: Igo Bione/Divulgação

Ao final de cada capítulo, o leitor encontra a receita original do prato – o que exigiu da autora extenso trabalho de campo. “Ao contrário do que acontece com os nomes, que permanecem, as receitas vão mudando, ganhando ingredientes, perdendo outros”, diz Maria Lectícia. Segundo ela, o bife à oswaldo aranha serve de exemplo. “Como gaúcho, é provável que o Oswaldo Aranha considerasse o filé mignon sem sabor e sem graça. Quanto ao alho, sua filha mais velha confessou que ele odiava”, afirma. “Mas vá a qualquer restaurante e peça o prato. Vai chegar à mesa um filé alto, coberto por muito alho.”

Esses Pratos Maravilhosos e seus Nomes Esquisitos

Autora: Maria Lectícia Monteiro Cavalcanti

Editora: Fundação Gilberto Freyre (302 págs., R$ 80)

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 30/1/2014

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