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Fim do contrabando: o queijo de Minas está liberado, uai!

Dois centros de maturação são inaugurados tornando possível a comercialização do produto

31 julho 2013 | 23:28 por Redação Paladar

A partir de agosto, os queijos artesanais de Minas Gerais não precisarão mais ser contrabandeados pelas fronteiras do Estado. O produto, detentor do registro de Patrimônio Cultural do Brasil por seu modo único de produção, poderá finalmente chegar legalizado às prateleiras de todo o País graças à inauguração dos dois primeiros centros de maturação do Brasil.

Instalados em Medeiros, na Serra da Canastra, e em Rio Paranaíba, na região do Cerrado, os centros resultam da iniciativa de diversos órgãos do governo de Minas e foram financiados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Os centros receberão a produção de 22 queijarias e vão oferecer aos produtores a estrutura necessária à maturação. Até então, a comercialização fora do Estado era impossível para pequenos produtores por causa das exigências sanitárias federais, pelo fato de os queijos serem produzidos com leite cru e não pasteurizado. “Isso um novo mercado formal para o produtor mineiro, já que o queijo de minas artesanal recebia tratamento de produto clandestino”, diz Álbany Árcega, coordenador técnico da Emater-MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural).

Há 9.450 produtores artesanais em Minas. Desses, 240 já estão cadastrados e aptos a produzir fora dos limites estaduais. Os produtos terão identificação da queijaria e rótulo com selo de inspeção do IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária) e do Sisbi (Sistema Brasileiro de Inspeção). Equivalente ao SIF (Secretaria de Inspeção Federal), o Sisbi permite a venda em todo o território nacional, mas não a exportação.

Viagem. Centros permitirão venda fora do Estado. FOTO: Laura Cota/Divulgação

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