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Luis Acuña e sua Sra. Copa

24 março 2009 | 17:13 por redacaopaladar

Qual o último e mais marcante sabor de um jantar comandado por Luis Acuña, chef do restaurante El Pobre Lus, em Buenos Aires? Se você falou em asado de tira e outras carnes, errou. Foi o flan de limão. Acuña, explicou que a sobremesa, preparada na última sexta-feira, 20, no Grand Hyatt São Paulo, acaba de propósito com todas as outras lembranças da refeição. O jantar em questão estava na programação da semana passada do hotel, que aderiu à Semana Argentina em São Paulo.

Acuña gosta de trabalhar assim: conduz o comensal por uma via e a festa acaba noutra. Uma espécie de tratamento de choque. “Comecei com um queijo e passei para o fígado, servido com uma cebola adocicada. Assim, mesmo quem não gosta de fígado, come, né? Engana”, diz, sem rodear.

Seguia-se ao fígado uma pamplona (uma espécia de enrolado, especialidade de seu restaurante) de porco com purê de batatas e pomelo, apenas boa. A degustação não emocionava e então… era a copa. Macia, corpulenta, cheia de sabor. “E fica ainda mais tenra, o porco de vocês é muy doloroso”, comenta o chef, esclarecendo que os suínos brasileiros têm carne um pouco mais rija (as batatas defumadas, o acompanhamento, deixaram a desejar, mas quem precisava delas?).

O secretário de turismo de Mendoza, Luis Bohn, era um dos presentes no jantar de Acuña. Sempre com a taça de vinho na mão, comentou que gostou muito da combinação da copa com o Trapiche Iscay 2006. “É a segunda vez que venho a São Paulo. Minha primeira impressão foi negativa, muito cimento e pouco verde. Posso dizer que nessa segunda visita estou me reconciliando com São Paulo. Vocês têm muito bom gosto arquitetônico”, disse.

Além de Acuña, os chefs Pablo Massey, do restaurante Uruguay, e Juan Manuel Guizzo, do Bistrô M (que ajudou Acuña na cozinha no jantar da última sexta) participaram do evento do Hyatt.

Foto: Juan Manuel Guizzo e Luis Acuña, no Hyatt

Crédito: Divulgação

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