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Novo guia de Boni e Amaral

De grandes restaurantes a botecos espertos, eles sabem tudo. Ricardo Amaral e Boni vêm transformando esse conhecimento em guias. A dupla lança agora ‘O Rio é uma Festa’, para ‘borbulhar com os 450 anos e as Olimpíadas’

25 fevereiro 2015 | 17:37 por mariliamiragaia

A dupla Boni e Ricardo Amaral tomou gosto pelos guias gastronômicos. Depois de lançar um sobre restaurantes estrelados em diferentes países em 2013, fez o Guia Boni e Amaral – O Rio é uma Festa, que chegou às livrarias em meados de janeiro. A nova publicação, que apresenta de botecos à casas de alta gastronomia, sai em boa hora: a cidade está “borbulhando com o aniversário de 450 anos e as Olimpíadas ano que vem”, diz Amaral, curador do guia.

A edição está dividida em três partes: restaurantes, botecos e bares, e comidinhas – com todo o conteúdo também em inglês. Cada seção começa com os destaques, que “são um grande sucesso pela comida ou pela inovação. Ou são uma novidade de destaque”, explica Amaral, que sustentou por anos o título de “rei da noite carioca”.

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Ele fez fama comandando casas emblemáticas do Rio, incluindo o Metropolitan, o Hippopotamus e o Resumo da Ópera. Teve também outras fora do país, como o Le 78, em Paris.

Mas, talento para a boemia à parte, Amaral também se define como “um curioso da matéria gastronomia”. Foi assim que surgiu a ideia do primeiro guia: a fama de apaixonado pela mesa era tanta que ele e o parceiro Boni – José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, ex-diretor-geral da Globo, outro célebre bom de garfo, como você pode conferir na entrevista abaixo – recebiam sempre dos amigos pedidos de dicas de restaurantes pelo mundo. Resolveram a questão de uma vez por todas: juntaram as dicas e puseram no papel.

Já na edição do Rio, a experiência da dupla se traduziu em uma lista inicial de 600 endereços, peneirados até chegar a 298. Além de casas sofisticadas como Alloro, Cipriani e Olympe, a publicação dedica grande parte de seu fôlego aos bares. As visitas foram feitas em grupos.

Botequins. São casas que se “tornaram símbolo de genuína carioquice” e viraram ponto de parada obrigatório para turistas, como conta o texto que antecede o roteiro das casas.

Elas podem ser “de paladares e preços completamente distintos”. Isso inclui o Pipo, do chefe Felipe Bronze, que “transforma a couve do caldinho de feijão numa redução espumosa e faz caipirinha com champanhe”.

Guia Boni e Amaral – O Rio é uma Festa

Autor: Boni e Ricardo Amaral

Editora: Casa da Palavra (384 pág.; R$ 54,90)

Mas também abarca casas como o Bar da Portuguesa, que fica em Ramos. Trata-se de um tradicional botequim em que os clientes podem abrir a geladeira enquanto espera petiscos como jiló recheado com linguiça e sardinha frita.

O sucesso dos botequins, para Amaral, trouxe de volta uma “palavra que estava no esquecimento: as quituteiras, cozinheiras excepcionais que sabem fazer quitutes e salgadinhos”. Entre elas, ele lembra de Kátia Barbosa e Rosa Ledo, do Aconchego Carioca.

Mas o posto não é só ocupado por mulheres. Está lá também Toninho, do Bar do Momo, com seu bolinho de arroz recheado com linguiça e queijo. “Aquele cara é um quituteiro excepcional. Seu bolinho é de matar”, garante Amaral.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 26/2/2015

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