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Comida

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Os pratos que marcaram os últimos 10 anos

Numa década de tanta produção gastronômica e ousadia é difícil escolher os pratos mais relevantes, sem risco de cometer injustiças. Por isso, vamos logo avisando: esta seleção é completamente parcial. Escolhemos os pratos que ficaram na nossa memória, aqueles que nos marcaram pela genialidade, pela técnica, pelo sabor, pelo conceito. Ou por tudo isso junto. Sua lista é outra? Entre no site do Paladar e escreva os nomes dos seus pratos da década.

23 setembro 2015 | 21:37 por redacaopaladar

FOTO: Divulgação

 Sférico de guisantes

Eis um aperitivo ao estilo dos irmãos Ferran e Albert Adrià, do El Bulli. A esfera explode na boca, liberando um creme gelado de ervilha. A brincadeira se completa com ervilhas com menta. Os irmãos Adrià criaram centenas de pratos marcantes e provocativos, usando diferentes técnicas.

FOTO: Divulgação

Dadinhos de tapioca

A criação de Rodrigo Oliveira, do Mocotó, virou um clássico em pouco tempo. Resultado do talento e da criatividade de um dos grandes chefs do país, nasceu despretensioso, combinação de tapioca granulada e coalho, a cara do Nordeste, e ganhou o mundo.

FOTO: Sergio Coimbra

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Sound of the sea

Baseado em pesquisas que apontavam que ouvir o som do mar enquanto se come realça a percepção dos sabores marinhos, o chef inglês Heston Blumenthal criou esse polêmico prato no Fat Duck em 2007. Ele reproduz uma praia. A areia é de tapioca, migalha de pão frita, enguia triturada e frita, óleo de fígado de bacalhau e óleo de lagostim. Sobre ela, espuma, moluscos, camarões e algas marinhas. Para completar, um iPod tocando uma trilha de ondas quebrando no mar.

FOTO: Epitacio Pessoa/ Estadão

Ceviche de flores

Alex Atala, chef do D.O.M, preparou este prato na edição de 2013 do Paladar Cozinha do Brasil. É uma releitura de ceviche tradicional feito com vinagrete preparado com mel de abelhas nativas jataí, pimenta, ervas e limão. Neste “leite de tigre”, as flores, como borago e violeta, substituem os cubos de peixe.

FOTO: Felipe Rau/ Estadão

Nhoque de mandioquinha com dashi de tucupi

Não é só porque este prato do Maní ganhou o Prêmio Paladar 2011, como a melhor entrada, que ele está aqui. Esta criação de Helena Rizzo e Daniel Redondo marcou a década pela combinação de técnica (o levíssimo nhoque feito no Thermomix), ousadia (levar o dashi do Japão ao Brasil profundo) e delicadeza (de sabor e visual, com brotos de ervinhas aromáticas).

FOTO: Nana Moraes/ Divulgação

Caviar de quiabo

A criação de Roberta Sudbrack é instigante: ela desenvolveu uma técnica para concentrar a baba do quiabo dentro das sementes, que, quando mordidas, explodem (não, não é semente de quiabo cozida). O restaurante de Sudbrack e o Paladar nasceram no mesmo ano.

FOTO: Patrícia Ferraz/ Estadão

Lagostim vivo

É difícil escolher o prato mais marcante de René Redzepi, do Noma, em Copenhague. Mas a fama deste lagostim servido vivo (com as anteninhas mexendo…) correu o mundo. O prato, de frescor extremo, divide a atenção com outro clássico do Noma, as batatinhas vintage – “amadurecidas” debaixo da terra.

FOTO: Luiz Henrique Mendes/ Estadão

Porco à moda caipira

Vencedor do Prêmio Paladar 2009, quando Jefferson Rueda ainda estava à frente do Pomodori, o prato sintetiza o estilo ítalo-caipira do chef, que reúne o melhor das duas cozinhas. O porco aparece em diferentes texturas e preparações, show de sabor e beleza.

>>Veja a íntegra da edição especial de aniversário de 24/9/2015

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