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Para recuperar o tempo perdido das oliveiras brasileiras

Por Paula Moura

20 maio 2015 | 16:38 por redacaopaladar

Era proibido plantar oliveiras no Brasil até o período imperial. Isso explica porque o Brasil demorou tanto para entrar no agronegócio do azeite. Não por acaso, a produção nacional só começou depois da entrada no ramo de outros países da América Latina como Argentina, Peru, Chile e Uruguai.

FOTO: Felipe Rau/Estadão

Em 1940, mudas de oliveira foram trazidas por um português que veio ao País para trabalhar como administrador de uma fazenda em Maria da Fé (MG). Com o passar dos anos, as oliveiras foram estudadas na fazenda, que passou a pertencer ao governo federal e mais tarde se tornou a sede da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

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Desses estudos, surgiu a primeira variedade brasileira, a Maria de Fé, melhorada a partir das mudas de galeguinha portuguesa na década de 40. “Segregaram-se seleções em cima de seleções e hoje a genética da variedade Maria da Fé é diferente da galeguinha portuguesa, apesar de a base ser a mesma”, explica Luiz Fernando Oliveira, agrônomo da Epamig com mestrado, doutorado e nome dedicados à olivicultura. A Epamig também desenvolveu outras variedades brasileiras: grappolos 541 e 575, ascolano 315, entre outras.

O primeiro azeite 100% nacional foi extraído da instituição mineira em 29 de fevereiro de 2008. Já a primeira marca comercial surgiu em 2010 em Cachoeira do Sul (RS), com o Olivas do Sul, da família Aued. Nestes sete anos, a olivicultura mais que triplicou em área de cultivo em diversas regiões do País. E está só começando.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 21/5/2015

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