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Queijos brasileiros conquistam 59 medalhas em concurso na França

Produtores de diferentes partes do Brasil levaram 143 peças para o Mundial do Queijo de Tours

05 de junho de 2019 | 19:17 por Débora Pereira , O Estado de S.Paulo

Especial para o Estado 

A presença do Brasil no Mundial do Queijo de Tours, na França, fermentou e cresceu. O País levou 143 peças para o concurso realizado entre os dias 2 e 4 de junho e conquistou 59 medalhas: 4 super ouro, 8 ouro, 19 prata e 28 bronze. Ao todo, 950 queijos de 40 países foram avaliados pelos jurados.

A participação brasileira foi organizada pela associação SerTãoBras, que levou 36 produtores e comerciantes de Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pará (Ilha de Marajó) e Goiás. De Minas, vieram produtores das associações de Araxá, Campo das Vertentes, Canastra e Serro. 

Produtores. Delegação de queijeiros brasileiros na França

Produtores. Delegação de queijeiros brasileiros na França Foto: Débora Pereira

Diversidade queijeira 

Queijo de casca mofada de todas as cores, de cabra, queijo coalho do Nordeste, queijos com recheios, passados no cacau, no óleo de pequi, recheados… “A cena do queijo brasileiro não é mais só o queijo Minas artesanal, vemos uma diversidade muito maior”, observou a mestra queijeira francesa Claudine Vigier Barthélemy.

Em 2017, só participaram do concurso produtores de Minas Gerais e a maioria dos queijos era minas artesanal. Este ano, embora predominassem as associações da Canastra (Aprocan) e Serro (Apaqs), com 35 e 24 peças, respectivamente, teve queijo coalho, queijo de cabra do Rancho das Vertentes (ganhou ouro), queijo de búfala da Ilha de Marajó (ganhou prata), os queijos paulistas de leite de vacas Gir e Jersey da Pardinho, como o Cuesta (que ganhou super ouro) e o queijo Sinueiro de kefir da Bela Fazenda (prata).

Um dos queijos que causou mais admiração foi o da Ilha de Marajó, dos produtores Marcus e Cecília Pinheiro. “Essa tecnologia de fabricação é incrível, uma massa láctica desnatada que fermenta naturalmente é dessorada, esfarinhada, enriquecida em creme e cozida”, comentou Laurent Mons, diretor do centro de formação Mons.

A pergunta mais ouvida pelos brasileiros, feita pelos donos de lojas e distribuidores que passaram no estande para provar foi: “quem é o representante comercial que exporta seus queijos?” A resposta: “não temos legislação que valorize esses queijos e permita vender.

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