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Saúva e sertão para a Academia Internacional de Gastronomia

Pouco a pouco, o Brasil vai deixando de ser, aos olhos estrangeiros, uma imagem difusa em que se confundem samba, floresta e futebol. Pelo menos é o que acha Jacques Mallard, secretário-geral da Academia Internacional de Gastronomia.

05 dezembro 2012 | 22:00 por joseorenstein

Ele e mais dezoito acadêmicos de outros países estão no Brasil esta semana construindo uma imagem mais nítida da criação gastronômica do País. Eles visitam alguns célebres restaurantes de comida brasileira como D.O.M, Mocotó e Maní em São Paulo e Roberta Sudbrack e Aprazível no Rio de Janeiro. “Estou muito impressionado com a cozinha brasileira. É moderna e inventiva, mas ainda assim ancorada no seu terroir. Sem abandonar a tipicidade regional”, diz Mallard.

Formigas. Acadêmicos em almoço no D.O.M., na segunda. FOTO: Felipe Rau/Estadão

A comida sertaneja de Rodrigo Oliveira ganhou os acadêmicos. Em almoço no restaurante de Alex Atala, quando saúvas amazônicas servidas sobre um cubo de abacaxi chegaram à mesa, o burburinho se avolumou entre os convivas, curiosos com a invenção do chef símbolo da projeção internacional da gastronomia brasileira.

A academia, fundada em 1983, com sede na França, reúne gourmets pelo mundo para promover a cultura gastronômica. Concede prêmios e apoia estudos.No Brasil, tem representação desde 2001, mas só agora começa a delinear projetos concretos. A vinda dos membros internacionais é o primeiro passo do relançamento do grupo, presidido por Fernando Quartim e que tem entre seus associados estudiosos como Ricardo Maranhão e Rosa Belluzzo – é proibida a participação de donos de restaurantes e chefs.

De acordo com Enio Miranda, secretário da academia brasileira, o objetivo é lançar livros sobre cozinha brasileira, promover palestras e criar um ranking de restaurantes.

>> Veja todos os textos publicados na edição de 6/12/12 do ‘Paladar’

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