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The Cookbook Book: Fascínio dos jantares que nunca teremos

Entrevista: Florian Böhm, co-autora

23 dezembro 2014 | 18:04 por redacaopaladar

Achado. Wild Raspberries, de Andy Warhol e Suzie Frankfurt, ficou engavetado por 40 anos até ser descoberto pelo filho de Suzie e publicado em 1997. FOTOS: Florian Böhm e Annahita Kamali/Divulgação

Mais do que um compêndio, o livro é uma homenagem. Imaginamos um único livro de receitas criado a partir de muitos livros de receitas. Folhear o livro é como navegar por uma extensa biblioteca de livros de receitas. É um livro que apresenta não só o trabalho dos chefs brilhantes, mas também o trabalho de ilustradores, fotógrafos e designers. Aliás, eu acho que é um livro que faz com que designers se interessem pela cozinha e cozinheiros se interessem por design.

Como vocês selecionaram os livros que entrariam nessa compilação?

A seleção dos livros não foi definida por um critério objetivo, mas sim por preferências pessoais e também pela qualidade de design e a originalidade do livro. Alguns foram escolhidos por uma peculiaridade de um país específico, outros pela abordagem original ou pela interpretação pessoal do que um livro de receitas pode ser. Cozinhar é uma ciência guiada pelo prazer, então foi libertador ver quão sofisticadas as receitas em alguns livros são apresentadas de uma forma irreverente e não convencional.

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O que mudou nos livros de receitas nos últimos cem anos?

Os livros deixaram de trazer apenas receitas ou instruções de como cozinhar bem alguma coisa para abordar prazeres da vida: a comida, os amigos o amor.

Como você vê essa fascinação pelos livros de receitas?

Os livros de receita nos fazem sentir ligados a nossa essência – cozinhar é uma das últimas atividades que ainda podemos fazer com as próprias mãos. Além disso, o foco dos livros de receitas mudou muito de alguns anos para cá: eles oferecem agora participação em experiências gastronômicas com chefs de restaurantes nos quais nem sempre poderemos comer, ou nos levam a salas de jantar em países que nunca vamos visitar.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 25/12/2014

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