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Comida

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Um bom panorama da comida de rua se desenha em São Paulo

Como saber se algo é bom, extrapolando a própria subjetividade? Um dos métodos que uso é comparar proposta e resultado. Entregou o que prometeu? Então, cumpriu uma parte do dever. Não devemos esperar que uma macieira dê laranja; mas podemos ambicionar que ela nos renda a melhor maçã. Uma boa refeição num caminhão resume-se a comida simples e gostosa, bom preço e esquema que seja eficiente.

21 maio 2014 | 23:41 por luizcamargo

O luxo, nesse caso, é um bom ingrediente; é, quem sabe, um canto para se acomodar. Não há garçom nem manobrista. Comento isso – ainda que seja o óbvio – porque conheço muita gente que acha o sistema desconfortável. Pode até ser, mas a essência do programa é não replicar o que acontece num estabelecimento formal. É para ser uma experiência ágil, coletiva, pouco codificada. Caso contrário, é como ir a um show de rock e sair decepcionado por não terem tocado Mozart.

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Aos poucos, os profissionais vão encontrar o tom: produzindo alguns itens previamente em cozinhas de preparação, finalizando outros na hora; indo além do público moderno e usuário das redes sociais; percebendo que tipos de receitas funcionam, quais não vão tão bem.

Gosto do panorama de comida de rua que vai se desenhando. Creio que, com o tempo, teremos mais opções – e benefícios reais para o consumidor, com aumento da concorrência e promoção da diversidade. Mas confesso que, até agora, tenho achado um pouco puxados os preços de nossos caminhões. Não é barato pagar R$ 20 por pratos servidos sem os custos de um restaurante. Passando a febre da novidade, aumentando a escala, quem sabe isso se ajusta.

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 15/5/2014

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