Paladar

Rua Major Sertório concentra boa parte dos novos bares e restaurantes do Centro

Corredor gastronômico começou a despontar depois que os chefs Janaína e Jefferson Rueda abriram pontos de sucesso na região

24 de janeiro de 2020 | 05:00 por Danielle Nagase e Renata Mesquita, O Estado de S.Paulo

Depois que Janaína e Jefferson Rueda resolveram reocupar o centro da cidade – com o pioneiro Bar da Dona Onça (2008), seguido pel’A Casa do Porco (2015), o Hot Pork (2018) e a Sorveteria do Centro (também de 2018) –, outras casas moderninhas, com serviço despojado, começaram a pipocar na região da Praça da República. Como boa parte delas fica concentrada na Rua Major Sertório, formou-se um novo corredor gastronômico.

Mesas do Sertó invadem calçada da Rua Major Sertório, no centro.

Mesas do Sertó invadem calçada da Rua Major Sertório, no centro. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

+ Conheça outros corredores gastronômicos na cidade

 

Coffee Stories (nº 92) 

No térreo de um edifício modernista dos anos 1940, aposta em cafés de lotes especiais (extraídos em diferentes métodos) e em comidinhas para o dia todo. No Coffee Stories, dá para começar com um pão na chapa com requeijão “na entrada” ou “na saída”, almoçar um beirute com rosbife, ovo, queijo e salada, e arrematar uma senhora rabanada com mel e frutas tropicais de lanche da tarde. 8h/20h (sáb. e dom., 9h/17h)

 

Sertó (nº 106) 

Coladinho no Coffee Stories, esse misto de bar e hamburgueria – que também serve almoço executivo –, tem decoração caricata, inspirada nos extintos cortiços da Rua Major Sertório de 1880. Experimente o hambúrguer da casa, com ovo caipira frito, cheddar, picles e pancetta. A carta de drinques é assinada por Jean Ponce (do Guarita). 12h/0h (dom., 12h/18h; fecha 2ª)  

 

La Guapa (nº 120) 

Essa é a oitava unidade da casa de empanadas argentinas da chef Paola Carosella. Bem tostadinhas – e para comer com as mãos –, aparecem em dez sabores (R$ 7,50 cada), como a clássica salteña, com carne, azeitonas, ovo caipira e batata cozida, e a pucacapa, de cebola caramelizada levemente apimentada e queijo derretido. 10h/22h (sáb., 12h/22h; dom., 12h/21h)

Vista da Rua Major Sertório de dentro do Coffee Stories.

Vista da Rua Major Sertório de dentro do Coffee Stories. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

  

Instituto Feira Livre (nº 229) 

Uma vez na Major Sertório, aproveite para abastecer a despensa de casa com orgânicos comprados direto do produtor. Sem fins lucrativos, o instituto funciona da seguinte forma: o preço dos vegetais mostrado nas gôndolas refere-se ao valor que é pago para o produtor. No caixa, é sugerido um acréscimo de 35% (a porcentagem varia) para arcar com os custos de manutenção do espaço e da equipe. 9h/19h (sáb. e dom., até 15h.; fecha 2ª) 

 

Assaz (nº 234) 

A padaria orgânica, que nasceu para abastecer restaurantes e bares da cidade, abriu recentemente uma portinha para rua para atender também aos moradores do bairro. A vitrine exibe pães variados de fermentação natural, bolos, brownies e outros quitutes para pegar e levar. Dá também para comprar sanduíches, como o de rosbife e pesto. A ideia é expandir a produção e começar a vender também iogurtes e queijos de fabricação própria. 8h/20h (dom., até 16h; fecha 2ª e 3ª) 

 

Takko (nº 553) 

Atenção, habitués: o Takko mudou de endereço (mas continua na Vila Buarque, a poucos metros da casa antiga). A boa notícia é que, agora, ele ocupa um salão maior – e, em breve, deve expandir para o segundo andar, onde também fica a cozinha. Com mais espaço, tudo passou a ser feito ali, exceto o pão de queijo e os pães de fermentação natural fornecidos pela padeira Flávia Maculan. Os cafés de lotes especiais, em diferentes métodos e receitas – prove o expresso tônica (R$ 12) – seguem como a vocação da casa. 8h/19h (sáb. e dom., 9h/19h) 

Caixotes com ingredientes orgânicos no Instituto Feira Livre

Caixotes com ingredientes orgânicos no Instituto Feira Livre Foto: Rafael Arbex|Estadão

 

Por ali 

Veterana na região, a pizzaria Veridiana ocupa (desde o ano 2000) um casarão de 1903, que é tombado pelo Patrimônio Histórico. Fica na esquina com a Rua Major Sertório. As redondas, feitas com massa de fermentação longa, aparecem com coberturas clássicas e autorais, caso da burrata al pesto, com mussarela de búfala cremosa, tomate e pesto genovês. 18h/0h30 (6ª e sáb., até 1h30)  

 

Mais para frente 

Em linha reta na Major Sertório, depois de cruzar a Avenida Ipiranga, você vai desembocar nos fundos do edifício Copan. Ali está o Orfeu, restaurante de cozinha brasileira do grupo Chez. No mesmo prédio, há ainda o Fel, o Bar da Dona Onça e, em breve, o café da livraria Megafauna – que deve inaugurar lá para o fim de março. Terá cardápio assinado pela chef Bel Coelho, de comida brasileira, prioritariamente vegetal e orgânica, e café da Isso É Café

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