Paladar

Rua Amauri, no Itaim, recupera vocação para a boa comida

Depois de enfrentar um período decadência, endereço ressurge na rota de restaurantes, bares e lanchonetes na cidade

24 de janeiro de 2020 | 05:00 por Danielle Nagase e Renata Mesquita, O Estado de S.Paulo

Referência gastronômica no início dos anos 2000, a rua de pouco mais de 300 metros, localizada entre as movimentadas Faria Lima e 9 de Julho, perdeu seu prestígio com o fechamento de casas importantes, como Porto Rubaiyat e Ecco. 

Mas, recentemente, empreendimentos abriram as portas por ali, dando novo sopro de vida à rua. Grande responsável por essa fase é o grupo +55, que no último ano abriu três restaurantes na via (Bagatelle, Bottega Bernacca e Miù) e promete mais dois até o fim de 2020.

Fachada do restaurante japonês Miù, na Rua Amauri.

Fachada do restaurante japonês Miù, na Rua Amauri. Foto: Thays Bittar

 

“A Amauri é uma rua muito gostosa, com calçadas largas. Não tem como não tirar proveito de tudo isso. É muito bom ver de volta seu movimento nas noites de sexta-feira”, comemora Gabriel Carvalho, CEO do grupo. Veteranos e novatos compartilham este novo momento da rua.

+ Conheça outros corredores gastronômicos na cidade. 

 

Yellow Giraffe (nº 356) 

A lanchonete está entre as sobreviventes da época de ouro da rua. Especializada em beirutes, mantém o cardápio e o ambiente de quando chegou ali, em 1994. Carro-chefe, o beirute tradicional combina fatias de rosbife, queijo, tomate e orégano embalados em pão sírio. 12h/1h 

 

Cebicheria Peruana (nº 328) 

Faz pouco mais de um ano que a unidade paulistana do La Mar, rede do peruano Gastón Acurio, se mudou da Rua Tabapuã para o imóvel deixado pelo Aranda, na Amauri. Foi no mesmo momento que a casa se desligou da parceria com o chef. Ganhou outro nome, mas manteve boa parte do menu, com destaque para os ceviches. 12h/15h e 19h/0h (dom., 13h/17h)

 

  Foto: Codo Meletti| Estadão

 

Forneria San Paolo (nº 319) 

A casa do empresário João Paulo Diniz abriu as portas na rua em 2001 e, desde então, mantém o salão cheio. A clientela vai atrás dos sanduíches de inspiração italiana, servidos em pão de miga, ciabatta ou massa de pizza, como o cheeseburger com emmental, cebola caramelizada e bacon, que é assado no forno a lenha. Desde 2010, mantém uma pracinha do outro lado da rua. 11h30/0h (6ª e sáb., até 1h)

 

Parigi (nº 275) 

O restaurante franco-italiano do grupo Fasano traz sofisticação à via desde 1998. O menu da casa contempla, ao mesmo tempo, clássicos franceses e italianos, como o bolito misto, com carnes bovina, suína e de frango destrinchadas à minuta, na frente do cliente. 12h/15h e 19h/23h30 (sáb., 19h/1h; dom., 12h/17h)

 

Miù (nº 244) 

O espaçoso imóvel, que abrigou por muitos anos o extinto restaurante Ecco, além do Factório (até 2018), foi fatiado para receber três casas de cozinhas de diferentes sotaques. A inauguração mais recente é a do japonês Miù. Encaixado entre as outras duas casas do grupo +55, tem menu sofisticado com ingredientes como centolla, foie gras e vieira, apresentados em tatakis, sushis e sashimis. Entre os quentes, destaque para as robatas. 12h/15h e 19h/23h (sáb., 19h/0h; fecha dom.)

Fachada da Bottega Bernaca, no Itaim Bibi.

Fachada da Bottega Bernaca, no Itaim Bibi. Foto: Thays Bittar

 

Bagatelle (nº 244) 

O elegante restaurante de cozinha francesa se instalou na rua no início do ano passado, depois de uma temporada nos Jardins. Assim como a matriz em Nova York, é conhecido pelas noites animadas. O bufê de almoço, que é novidade, inclui os pratos mais pedidos do menu à la carte, como o nhoque com trufa negra. 12h/15h e 19h30/2h (sáb., 19h30/0h; dom., 15h/21h; 2ª, 12h/1h)

 

Osaka (nº 234) 

Filial de uma casa de Lima, o restaurante batizado com o nome da cidade japonesa tem cardápio que mescla a culinária dos dois países, conhecida como nikkei. O menu passeia por ceviches, tiraditos, sushis e pratos quentes. 12h/15h e 19h/0h

 

Mercearia São Roque (nº 35)

Do outro lado da 9 de Julho, encontra-se a casa que está há mais tempo na rua – em 1954, quando a via nem era asfaltada, ela funcionava como mercearia de bairro. Virou bar em 1990. A pacata esquina se transforma nos fins de semana, quando o público da região vai atrás de chope e petiscos clássicos. 12h/0h 

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