Restaurantes e Bares

Restaurantes e Bares

Cafés especiais marcam presença nas xícaras dos restaurantes

O café especial ultrapassa as fronteiras das cafeterias e marca presença nos cardápios de restaurantes da capital paulista. Confira uma seleção

19 de maio de 2022 | 16:45 por Cintia Oliveira, especial para o Estadão

O Cuia oferecce uma seleção de cafés de pequenos produtores brasileiros

O Cuia oferecce uma seleção de cafés de pequenos produtores brasileiros Foto: Raphael Criscuolo

Na próxima terça (24), é celebrado o Dia Nacional do Café. A escolha da data, que foi instituída pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) em 2005, não é mera coincidência - ela marca o início das colheitas em algumas regiões cafeeiras do País. Seja espresso, coado, gelado, puro ou com leite, o fato é que o café é uma companhia perfeita para qualquer hora do dia. E também pode ser um desfecho e tanto para uma refeição. 

De olho nisso, os restaurantes têm investido, cada vez mais, em uma boa seleção de cafés. “É a última coisa que o cliente pede no restaurante. Se o café não estiver à altura do restante da refeição, você pode acabar com a experiência”, diz o chef Fellipe Zanuto, do restaurante Hospedaria. Como os restaurantes estão cada vez mais empenhados em buscar bons ingredientes, “nada mais justo que essa preocupação se estenda à qualidade do café que é servido”, afirma o consultor e curador Dany Simon, que é responsável pelo serviço de café do restaurante Cora. 

O café coado servido no restaurante Cora tem como base grãos vindos de pequenos produtores da Serra da Mantiqueira mineira

O café coado servido no restaurante Cora tem como base grãos vindos de pequenos produtores da Serra da Mantiqueira mineira Foto: Werther Santana/Estadão

Mais do que investir em um café de qualidade, os restaurantes também buscam por grãos com notas e aromas mais complexos, muitos deles vindos de pequenos produtores. “A ideia é mostrar que o café pode ir além daquilo que está acostumado e proporcionar uma boa experiência”, afirma Simon. A seguir, confira uma seleção de restaurantes onde vale pedir um café depois da refeição. 

Cuia Café

Localizado na livraria Megafauna, no icônico edifício Copan, o endereço comandado pela chef Bel Coelho apresenta uma seleção de cafés de pequenos produtores brasileiros, que tem a curadoria da Oop Cafés Especiais, de Belo Horizonte (MG). Entre as sugestões, destaque para o coadão (R$ 7), extraído de um blend de catuaí vermelho de Venda Nova do Imigrante (ES), com notas de açúcar mascavo, caramelo e castanhas, e o microlote (R$ 9) catuaí amarelo 62, com notas de caramelo e leve acidez, produzido em Lúna (ES). 

Onde: Av. Ipiranga, 200, loja 48, República. 93100-7700. 10h/ 22h (dom. 10h/ 18h. fecha seg.). Delivery pela Rappi. 

 Coadão do Cuia Café, extraído de um blend de catuaí vermelho de Venda Nova do Imigrante

 Coadão do Cuia Café, extraído de um blend de catuaí vermelho de Venda Nova do Imigrante Foto: Raphael Criscuolo

 

Cora 

Instalado no topo de um prédio antigo, ao lado do Minhocão, o restaurante comandado pelo chef argentino Pablo Inca apresenta uma cozinha de produto, inspirada em sua terra natal. O café coado (R$ 9) servido no restaurante tem como base grãos vindos de pequenos produtores da Serra da Mantiqueira mineira e é torrado pela Tocaya. O da vez é o bourbon amarelo, com notas frutadas e acidez presente. 

Onde: R. Amaral Gurgel, 344, 6º andar, Vila Buarque. 3231-4561. 12h/ 15h e 19h/ 23h (sáb. 12h/ 16h e 19h/ 23h. dom. 12h/ 17h. fecha seg.) 

O café coado do Cora é torrado pela Tocaya

O café coado do Cora é torrado pela Tocaya Foto: Nani Rodrigues

 

Priceless 

No topo do Shopping Light, o complexo gastronômico sob o comando do chef Onildo Rocha está em cartaz com a temporada Sertões. O barista Boram Um, da Um Coffee Co., é responsável pela carta de cafés do complexo. Disponível tanto na versão espresso ou coado, o café é blend sertões (a partir de R$ 9), à base de catuaí vermelho da Serra da Canastra, (MG), que tem acidez cítrica e notas de frutas amarelas, avelãs e cacau. 

Onde: R. Formosa, 157 (Shopping Light), Centro. 2853-0373. 12h/ 23h (sex e sáb. 12h/ 0h. dom, 12h/ 16h). 

O barista Boram Um, da Um Coffee Co., é responsável pela carta de cafés do Priceless

O barista Boram Um, da Um Coffee Co., é responsável pela carta de cafés do Priceless Foto: Wesley Diego Emes

 

Chou 

O restaurante comandado por Gabriela Barreto tem um clima intimista e uma cozinha de produto, na qual o fogo merece status de protagonista. O café coado (R$ 15) servido no restaurante tem como base o catuaí vermelho, que é cultivado pela família Lacerda em Esperança Feliz, na região mineira do Caparaó. Com notas de morango, o café é preparado na mesa. 

Onde: R. Mateus Grou, 345, Pinheiros. 3083-6998. 19h/ 23h (sáb. 13h/ 16h30 e 20h/ 23h. fecha dom. e seg.). Delivery próprio e pelo Rappi. 

No restaurate Chou, o café é preparado na mesa

No restaurate Chou, o café é preparado na mesa Foto: Gui Galembeck

 

Hospedaria 

Sob o comando do chef Fellipe Zanuto, o restaurante que celebra a cozinha dos imigrantes não poderia deixar o café de fora do cardápio - muitos deles vieram para trabalhar nas lavouras cafeeiras. A pedida fica por conta do café catuaí amarelo da Fazenda Alto da Serra, de Matas de Minas (MG), que é torrado pela Café Hotel e tem notas de mirtillo e cassis. Chega à mesa na versão coada (R$ 8)    

Onde: R. Borges de Figueiredo, 82, Mooca. 2291-5629. 12h/ 15h (ter. a qui. 12h/ 15h e 18h/ 22h. sex. e sáb. 12h/ 23h. dom. 12h/ 17h). Delivery próprio e pelo iFood. 

A Baianeira

Nas duas unidades do restaurante de cozinha brasileira comandado pela chef Manuelle Ferraz é possível encerrar a refeição com um café passado em um mini coador de pano (R$ 7) na própria mesa - hábito que faz parte da memória afetiva de muitos brasileiros. Trata-se de um blend especial desenvolvido pela Martins Café, de São Manuel (SP). 

Onde: Av. Paulista, 1578, (Masp), Segundo subsolo. 3266-6864. 11h30/ 15h (sáb. e dom. 11h30/ 16h. fecha seg.). Delivery pelo iFood e Rappi. 

 

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