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Restaurantes e Bares

Restaurantes e Bares

Casa de carnes à francesa

O chef Alain Poletto (do Bistrot de Paris) e o restaurateur Pétrit Spahija (ex-La Poème) inauguram, na próxima semana, o restaurante Meating. O Paladar visitou o lugar em primeira mão e provou vários pratos do cardápio

06 maio 2015 | 18:39 por patriciaferraz

Nem churrascaria, nem steakhouse. O Meating é uma casa especializada em carnes à francesa: um bistrô à viandes. As carnes são a parte central do cardápio do restaurante que será inaugurado no sábado, 15. São oferecidas em diferentes cortes e preparos – algumas marinadas, cozidas a vácuo e finalizadas na sautoir (aquela frigideira de lateral alta e reta).

No salão. O maître traz a paleta de suína numa tábua de madeira e destrincha a carne na frente do cliente. É um dos pratos para dividir sugeridos no cardápio. FOTOS: Fernando Sciarra/Estadão

Tem steak tartare (R$ 49), galeto assado com ervas e limão (R$ 46), costela suína (R$ 58), filet mignon(R$ 62) e picanha (R$ 70), entre outros pratos individuais. Há também opções para dividir, caso do magret de pato grelhado (R$ 148), da paleta de leitoa (R$ 152) e do t-bone Steak (R$ 220). O bife ancho dry-aged está sujeito a disponibilidade (R$ 94). Todas as carnes chegam à mesa com quatro potinhos de molho: béarnaise, poivre, barbecue e roquefort.

O sistema é o seguinte: o cliente escolhe a carne e os garçons passam, à francesa, os acompanhamentos – ratatouille, nhoque de semolina com queijo e tomate concassé, espinafre gratinado, salada de lentilha, purê de maçã e pera… são oito opções ao todo. Quem se animar só com os acompanhamentos pode pedir sem receio – paga-se R$ 45.

A seção de entradas e saladas é convidativa, tudo “caseiro”. Tem salmão defumado (com textura firme e macia e sabor delicadíssimo) servido com manga e folhas verdes, terrines – de rabada, de campagne, de foie gras –, polvo cozido acompanhado de vinagrete e uma simpática tábua batizada de mi canard mi cochon, que chega à mesa com moela de pato confitada, magret defumado, foie gras, patê de campagne, bacon e rilettes. Custa R$ 72. Todo dia tem uma opção de peixe (R$ 62), além de vieiras na plancha (R$ 86), grelhados de frutos do mar (R$ 98), lagosta do Recife grelhada (R$ 145).

Fresca. Salada de salmão defumado com manga e folhas verdes

O conceito da casa é ideia do chef francês que vive no Brasil há doze anos e já passou pelo Dalva e Dito, pela rotisserie Paola di Verona e agora está à frente do Bistrot de Paris, na rua Augusta. Poletto é engenheiro de cozinha – era professor da matéria na França – e, é claro, construiu a cozinha do jeitinho que gosta. Desenhou tudo pensando no fluxo, adaptou equipamentos, como um freezer feito sob medida para dry-aged, encomendou chapa francesa. O resultado é que consegue grande eficiência numa cozinha pequena. Tudo tinindo.

Para viabilizar o negócio, Poletto se uniu a outros sócios, entre eles o restaurateur francês Pétrit Spahija, que manteve o La Poème no mesmo endereço até fechar para a reforma há seis meses. Todos têm participação também no Bistrot de Paris e preparam o lançamento de novos empreendimentos, entre eles o Café de Paris no mais puro espírito da capital francesa, lugar para tomar café e comer uma salada, um sanduíche ou steak and frites – por que não? A intenção dos sócios é abrir diversos cafés pela cidade.

Nova parceria. Franceses que se conheceram em São Paulo, o restaurateur Pétrit Spahija (à direita) e o chef Alain Poletto se associaram e inauguram restaurante na semana que vem. Mas planejam novas marcas, entre elas Café de Paris, lugar de comidas leves.

SERVIÇO – Meating

R. Joaquim Antunes, 98, Pinheiros, ainda s/ telefone

Horário de funcionamento: 12h/16h e 19h/0h (6ª e sáb., jantar até 0h30; fecha 2ª)

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