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Restaurantes e Bares

Restaurantes e Bares

Chefs lançam campanhas para consumo em horários menos movimentados

Iniciativas de donos de restaurante têm objetivo de atrair público em horários alternativos. Conheça casas participante

05 de fevereiro de 2021 | 05:00 por Cintia Oliveira, Especial para o Estado

Jantar às 18h não chega a ser – nem de perto – um hábito que se faz presente na cultura brasileira. Porém, para alguns chefs, essa mudança de comportamento do público pode representar a sobrevivência de seus respectivos estabelecimentos, que padecem desde março do ano passado com a pandemia. O baque mais recente sofrido pelo setor ocorreu no último dia 21 de janeiro, com o anúncio feito pelo governo do Estado de retorno à fase vermelha do Plano São Paulo, de combate à pandemia. 

Em reação ao anúncio do governo estadual, diversos chefs e restaurateurs começaram a se mobilizar. Além de manifestações, algumas iniciativas surgiram com o objetivo de incentivar o público a frequentar os estabelecimentos em horários alternativos. É o caso da campanha #HelpHour, idealizada pelos chefs Bel Coelho e Alex Atala, que estreou na terça, 2.

Manioca. Pastelzinho de pupunha no cardápio das 4 da tarde

Manioca. Pastelzinho de pupunha no cardápio das 4 da tarde Foto: Roberto Seba

A campanha, que – por enquanto – reúne cerca de 50 estabelecimentos da capital paulista, tem o objetivo de tornar a faixa de horário mais ociosa dos bares e restaurantes mais atrativa ao público. “A ideia é sensibilizar os clientes a frequentar os endereços mais cedo, o que cria uma possibilidade a mais de faturamento”, explica Bel Coelho, do Cuia Café, que fica dentro da livraria Megafauna. 

Outra iniciativa foi do restaurateur Gabriel Fullen, do grupo Locale (que reúne o Locale Trattoria, Locale Caffè e Oguru Sushi Bar), que criou nas redes sociais uma campanha chamada #JanteÀs18h, com o objetivo de incentivar o público a adiantar o jantar. “Com o fechamento às 20h e aos finais de semana, perdemos 70% do nosso faturamento.” Embora tenha chamado bastante atenção, a campanha, que inclui um drinque de boas-vindas ou uma taça de espumante, não teve tanta adesão da clientela. “Não faz parte da cultura do brasileiro, mas essa ação criou uma comoção nos clientes ao nosso segmento, que está sangrando a cada dia”, afirma Fullen. 

Jiquitaia. Chips de Jiló para beliscar no happy hour 

Jiquitaia. Chips de Jiló para beliscar no happy hour  Foto: Jiquitaia

Segue a mesma linha o #jantecedo, do chef Jefferson Rueda, da d’A Casa do Porco. A campanha, cuja madrinha é a cantora Fafá de Belém, tem o objetivo de incentivar as pessoas a adiantar o jantar. “Trata-se de um restaurante pequeno, que depende do giro para sobreviver. Com a restrição do público e horário reduzido, fica cada vez mais difícil manter o faturamento”, explica a chef Janaina Rueda, que também comanda o Bar da Dona Onça. Como o endereço comandado por Janaina se mantém aberto no período da tarde, ela também participa do movimento #HelpHour. “Isso é tendência no mundo todo e, sem dúvida, isso pode vir forte para São Paulo”, espera Janaina. 

Em coletiva realizada na quarta-feira, 3, o governador João Doria (PSDB) anunciou o retorno do Estado à fase laranja do plano de combate à pandemia. Bares e restaurantes poderão contar com uma linha de crédito no Banco do Povo com juros mais baixos, parcelamento de dívidas, além da suspensão do corte de água e gás até o dia 30 de março. Com isso, os estabelecimentos seguem funcionando até as 20h, de segunda a sexta, e reabrem nos fins de semana. 

No entanto, com regras como capacidade reduzida a 40%, funcionamento de 8 horas por dia e venda de bebidas alcoólicas até as 20h, essas mudanças ainda são insuficientes. A expectativa de Fullen é que o Estado retorne à fase amarela nos próximos dias, na qual os estabelecimentos podem funcionar até as 22h. “Fechando às 20h, o nosso faturamento no jantar está em 10% do que era na reabertura pós-quarentena. Precisamos ter o maior número possível de horas para trabalhar.”

A seguir, confira algumas sugestões da #HelpHour: 

Cuia Café  

Idealizadora do projeto, a chef Bel Coelho apresenta um menu com sugestões como a tostada com avocado, semente de girassol e picles de vegetais (R$ 28), além do drinque cachaça tônica de pera com puxuri (R$ 31). Av. Ipiranga, 200, loja 48, República. 12h/19h (fecha dom.)

Cuia Café. Tostada com avocado e semente de girassol

Cuia Café. Tostada com avocado e semente de girassol Foto: Raphael Criscuolo

Manioca 

A partir das 16h, o restaurante da chef Helena Rizzo apresenta sugestões como a minitortilha com atum, maionese de jalapeño, tomate, coentro e picles (R$ 48, 4 unidades) e o pastelzinho de pupunha com nirá (R$ 39, 6 unidades). Av. Brg. Faria Lima, 2.232, Jardim Paulistano. 2924-2333. 12h/20h. 

Fitó

 A partir das 18h, o restaurante comandado pela chef Cafira Foz oferece, grátis, um chope Martina IPA de boas-vindas. R. Cardeal Arcoverde, 2.773, Pinheiros. 3032-0963. 12h/15h30 e 18h/20h (sáb. 12h/20h. dom. 12h/18h30) 

Fitó. A partir das 18h, um chope Martina IPA grátis 

Fitó. A partir das 18h, um chope Martina IPA grátis  Foto: Morena Caymmi

Jiquitaia  

Entre 17h e 20h, o chef Marcelo Corrêa Bastos vai servir sugestões como o chips de jiló (R$ 18) e o sarapatel (R$ 45). R. Cel. Oscar Porto, 808, Paraíso. 3051-5638. 12h/15h e 17h/20h (sáb. 12h/16h30 e 17h/20h e dom. 12h/16h30. Fecha 2.ª)

Le Jazz  

A partir das 17h, as cinco unidades têm sugestões como o drinque citrus ginger martini (Vodka Ketel One, Limoncello, Cointreau e suco de limão, com borda de açúcar e gengibre, R$35). R. dos Pinheiros, 254, Pinheiros. 12h/20h. 2359-8141

Le Jazz. As 5 unidades têm sugestões como o drinque citrus ginger martini a partir das 17h

Le Jazz. As 5 unidades têm sugestões como o drinque citrus ginger martini a partir das 17h Foto: Lucas Terribili

Bar da Dona Onça 

Na compra de qualquer garrafa de uísque do cardápio entre 16h e 19h, a chef Janaina Rueda oferece uma porção de croquete de carne de panela grátis. Av. Ipiranga 200, lojas 27 e 29, centro. 3257-2016. 12h/20h. 

 

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