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Chef francês processa Guia Michelin ao perder sua terceira estrela

Marc Veyrat diz que foi desonrado e acusa o inspetor do guia de ter confundido açafrão com queijo cheddar em seu suflê

25 de setembro de 2019 | 20:52 por Redação Paladar, O Estado de S.Paulo

O chef francês Marc Veyrat está processando o mais célebre guia de restaurantes do mundo, o Guia Michelin, após o seu restaurante La Maison des Bois perder a terceira estrela, conquistada apenas um ano antes.

A desavença começou em janeiro, quando o restaurante localizado em Manigod, no leste da França, e especializado na cozinha  de vegetais, foi rebaixado para duas estrelas. “Fui desonrado, vi minha equipe chorando”, disse o chef à emissora de rádio Franceinfo nesta semana.

Marc Veyrat já devolveu suas entrelas Michelin em 2010. 

Marc Veyrat já devolveu suas entrelas Michelin em 2010.  Foto: Michel Euler/AP

Em suas críticas, o chef argumenta que falta transparência nas avaliações e coloca dúvidas sobre os métodos da publicação centenária. Anteriormente, ele já tinha pedido para ser removido do guia. Veyrat até chegou a sugerir que os inspetores do guia nunca haviam visitado seu restaurante. Mas depois atribuiu a perda da terceira estrela a um erro dos avaliadores, que teriam confundido açafrão com queijo cheddar em seu suflê. “Coloquei açafrão e o homem que veio achou que era cheddar porque era amarelo. É uma loucura”, protestou o chef. 

De acordo com o seu advogado, Veyrat está processando o guia para "esclarecer os motivos exatos" da desvalorização de seu restaurante. Em nota, os responsáveis pelo Guia afirmam que as acusações de Veyrat são infundadas. "Entendemos o desapontamento de Veyrat, e ninguém está questionando seu talento, enquanto lamentamos sua perseverança irracional quando se trata de acusar e se comunicar ruidosamente. Vamos estudar suas queixas com cuidado e responder com calma", diz a nota oficial.

A primeira audiência está marcada para o dia  27 de novembro.

Estrelas do Michelin

As classificações do Guia Michelin são acompanhadas atentamente em todo o mundo e podem levar um restaurante ao céu ou ao inferno. Este ano, 27 restaurantes na França foram classificados com a cotação máxima de três estrelas e 84 receberam duas. No Brasil, há três restaurante biestrelados e 15 com uma estrela

As estrelas Michelin trazem prestígio, mas também intensa pressão aos chefs, o que já levou alguns cozinheiros ao suicídio. Nos últimos anos, vários chefs “devolveram” as estrelas e pediram para sair da publicação, citando o ônus psicológico ou financeiro de manter sua classificação. O guia ignora os pedidos, alegando que quem recebe a estrela é o lugar e não o chef.

/ Com informações do The New York Times

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