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Restaurantes e Bares

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Como foi a cerimônia do 50 Best 2014

Por Roberto Almeida

28 abril 2014 | 20:13 por redacaopaladar

De Londres

O chef Fergus Henderson, do restaurante britânico St. John, foi o primeiro a aparecer no Guildhall Hall, em Londres, cenário de mais uma edição da festa da gastronomia mundial. Com seu indefectível terno azul royal listrado, ele dava entrevistas alegremente. Horas mais tarde, seria aclamado pela sua obra e venceria um dos prêmios mais importantes da noite, pelo conjunto de seu trabalho que cristalizou a filosofia de aproveitamento completo do porco. Do nariz ao rabo.

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 Fergus Henderson é um dos primeiros a chegar ao Guildhall, em Londres. FOTO: Roberto Almeida/Estadão

Henderson abriu caminho para a chegada das demais estrelas da noite, que apareceram pouco a pouco para a diversão dos jornalistas de todos os cantos do globo, satisfeitos com o raro céu azul londrino. Os principais nomes, com a cotação em alta para estar entre os 10 primeiros, deixaram para chegar um pouco mais tarde, estrategicamente. Houve pouca especulação nos burburinhos e poucas palavras comentavam a ausência de Alex Atala.

Massimo Bottura, do Osteria Francescana, terceiro lugar no ranking, fez sua festa abraçando todos os colegas e descontraindo os mais nervosos. Na seara dos supersticiosos, o peruano Gastón Acurio, do Astrid y Gastón, carregava um par de pimentas vermelhas no bolso para dar sorte e discursava sobre a necessidade de levantar o moral da criatividade latinoamericana. Ofertou um grande libelo pela qualidade da produção do continente.

Helena Rizzo, uma das estrelas da noite, agora melhor chef mulher do mundo, deixou para chegar no último minuto. Ainda um pouco nervosa, mas amparada pelos pais, estava com o sorriso estampado no rosto. “Eu quis que eles viessem. Minha bisavó é inglesa e eu quis a companhia deles. O Dani [Daniel Redondo, seu marido e companheiro de cozinha] está na Espanha agora e não pode vir”, contou. Helena subiu ao palco ovacionada como uma das grandes revelações da gastronomia mundial.

 Helena Rizzo. FOTO: Roberto Almeida/Estadão

O público também revelou suas surpresas com o The Fat Duck, que já esteve entre os cinco primeiros e nesse ano ficou na 47a posição, e o salto do peruano Central, que galgou 35 posições no ranking e hoje pode se dizer o 15º do mundo. A ausência de Atala foi sentida, mesmo com o vídeo gravado. William Drew, editor do grupo 50 Best, responsável pelo evento, disse apenas que Atala não pode comparecer por motivos pessoais.

Os funcionários do Noma comemoram o prêmio. FOTO: Will Oliver/EFE

Ao final, chef René Redzepi, do grande vencedor Noma, roubou a cena novamente e leu um discurso que redigiu em 2010, ano em que sua casa levou o título pela primeira vez. Redzepi agradeceu a dúzia de companheiros que sempre leva ao palco do Guildhall, lançou um desafio à comida clássica e garantiu que dividiria um carbonara com Massimo Bottura durante a madrugada de festa.

René Redzepi. FOTO: Will Oliver/EFE

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