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Deli judaica, Paca Polaca abre as portas nas franjas de Pinheiros

Aberta há três anos com vendas pela internet, marca inaugura um balcão para servir prato do dia, alguns quitutes e vender uma infinidade de receitas judaicas para levar: tortas, massas, molhos, geleias e picles

23 maio 2018 | 19:35 por Ana Paula Boni

“O que é isso aqui? Eu chamo de lojinha.” É assim, de forma despachada, que Clarice Reichstul descreve a Paca Polaca, a marca de receitas judaicas que ela criou há três anos e que nesta semana ganhou uma porta aberta ao público, em Pinheiros, numa área onde predominam pequenos comércios de bairro.

Clarice Reichstul, famosa por varêniques, vai vender seus picles, geleias e congelados

Clarice Reichstul, famosa por varêniques, vai vender seus picles, geleias e congelados Foto: Helvio Romero|Estadão

De fato, não deixa de ser uma lojinha: prateleiras são ocupadas com vidros de picles (couve-flor, cenoura, erva-doce, beterraba, a partir de R$ 15) e geleias (cambuci, uvaia, amora, laranja com cidra, a partir de R$ 15), além de cerveja Tito e café Wolff, mas uma geladeira abastecida com a produção da cozinha incrementa a vocação de delicatessen, com a maioria das coisas feitas “para levar”.

Gravlax (salmão defumado), varênique (12 unidades, com cebola caramelizada), creme azedo, gefilte fish (bolinho de peixe), sopa de matzo ball (bola feita de farinha de pão ázimo; R$ 20; 250g, mais R$ 15 por 500 ml de caldo), borscht (creme de beterraba), chutney de tomate, patê de fígado, bigos (espécie de ragu com legumes)... O receituário de Clarice tem um pé na tradição da família de judeus poloneses e foi sendo desenvolvido nos últimos anos, quando a Paca funcionava na cozinha de sua casa e atendia por e-mail. 

Cineasta e escritora convertida em cozinheira profissional, Clarice fez fama na internet com seus delicados varêniques. No ano passado, para ocupar a cozinha do Mirante 9 de Julho por dois meses e servir receitas como essa massa do leste europeu, ela mudou a produção para o imóvel de Pinheiros.

"Lojinha" tem variedade de produtos feitos em casa e de parceiros

"Lojinha" tem variedade de produtos feitos em casa e de parceiros Foto: Helvio Romero|Estadão

Ao longo de um ano, o espaço foi ganhando forma e agora abriu com alguns bancos altos em frente ao balcão onde se toma café (Wolff em máquina de expresso automática) e se come um pedaço de torta de maçã (R$ 13) ou um rugelach (um triângulo doce de massa feita com creme azedo e cream cheese, com recheio de nozes).

Mas o espaço é pequeno e mesmo o PF do dia é pedido para levar em marmita. O PF, que começou a ser vendido há um mês, com o imóvel ainda em obras, não tem nada de judaico. Ou tem. “O PF é a continuação do conceito de mãe judia. Pois a gente tem de se alimentar direito, comer um pouco de tudo todos os dias. Então, pensei: vamos fazer um prato cheio de coisas”, diverte-se Clarice.

Sim, o prato é um exagero, no melhor estilo mãe judia: mistura cereal, leguminosa, legumes e verduras, que mudam a cada dia. Na visita da reportagem, tinha cevadinha com feijão rosinha, beterraba assada, salada de batata, pepino, vinagrete de maçã-verde, refogado de repolho e frango com iogurte e cogumelos (R$ 25 na versão com frango; R$ 18 na versão vegana).

Sanduíche de gravlax com dill

Sanduíche de gravlax com dill Foto: Helvio Romero|Estadão

Se a fome for de lanche, ao longo do dia são servidos ovos com pastrami e sanduíches como o de gravlax no bagel com creme azedo, dill e vinagrete de maçã-verde (R$ 28), e o de língua defumada com salada de repolho e picles de quiabo no pão de grãos (da Farinoca).

SERVIÇO

R. Amália de Noronha, 339, Pinheiros

Tel.: 3060-8228

Horário de funcionamento: 10h/18h30 (fecha sáb. e dom.)

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