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Restaurantes e Bares

Restaurantes e Bares

Falta de energia elétrica em São Paulo também afeta restaurantes

Ao invés de salão cheio, o que se via no restaurante Vito, na Vila Beatriz, na quinta-feira, dia 15, era a churrasqueira na calçada e funcionários uniformizados servindo na rua mesmo cortes de carnes nobres, como kobe beef e angus, acompanhados de abobrinha confitada e salada coleslaw.

16 janeiro 2015 | 18:53 por mariliamiragaia

 

Churrasco na calçada, do Vito, que terá nova edição sábado. FOTO: Divulgação

Esse evento foi a maneria que o chef André Mifano encontrou de aproveitar alimentos que seriam descartados por causa da falta de energia em seu restaurante. O problema começou na quarta à noite e o serviço ainda não havia sido restabelecido na sexta-feira à tarde. A previsão de retorno é sábado, 17, quando vai acontecer outro churrasco “para comemorar a chegada da luz”, brinca Mifano.

De acordo com a Eletropaulo, ventos e raios atingiram a rede elétrica depois de fortes chuvas, chegando a deixar mais de 800 mil pessoas sem energia elétrica na capital paulista em um dia. Entre os afetados estão também restaurantes.

No Maní, de Helena Rizzo e Daniel Redondo, a luz faltou segunda e terça-feira. Com isso, a casa teve de jogar todos os alimentos da câmara fria fora e contratar um gerador. Mesmo assim, o cardápio do jantar na terça-feira teve de ser reduzido por causa da ausência de alguns ingredientes.

O árabe Saj, também no bairro de Pinheiros, ficou sem energia elétrica por três dias. Para não perder o estoque e o movimento, contratou um gerador elétrico ao custo de R$ 1.800 (por cada 12 horas). “A gente se sente injustiçado. A prestação de serviço é cara e ruim”, diz Ricardo Pinho, sócio da casa.

O restaurante Lá da Venda fica na Vila Madelena, mas a cozinha que responde por sua confeitaria fica na Vila Pompeia, onde o sistema de 220 volts, que alimenta fogões, câmeras frias e refrigeradores, parou de funcionar por três dias. Com isso, a cozinha teve de descartar cerca de dez quilos de massa de bolo de fubá (que não pôde ser assada) e 12 litros de sorvete, entre outros itens de produção e também ingredientes, como iogurte.

“Além desse, tem outro prejuízo que é os clientes queriam comprar os produtos e nós não tínhamos para vender”, diz Maria Antonieta Oliveira Lima, que coordena a produção da marca. Até a luz ser religada, Maria Antonieta somou 15 números diferentes de protocolo em ligações para a Eletropaulo. “Eles diziam que a energia seria restabelecida o quanto antes, mas não voltava. Cada vez que eu ligava era um protocolo, mas de que adianta?”, diz.

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