Paladar

Restaurantes e Bares

Restaurantes e Bares

Fica aí: Alyah, cozinha libanesa sublime

No delivery de um dos melhores restaurantes de cozinha libanesa da cidade, prepare-se para um banquete repleto de sabores sofisticados, sutilezas e surpresas

19 de agosto de 2020 | 05:00 por Patricia Ferraz, O Estado de S.Paulo

Talvez você já tenha ouvido falar da fábrica de doces libaneses Alyah Sweets, inaugurada em novembro, entre os clubes Monte Líbano e Esporte Clube Sírio. A confeitaria produz mais de 80 variedades de doces típicos, entre baclawas, maamouls, basmas e ataifes, delicadíssimos, confeccionados por uma equipe de seis doceiros “roubados” de uma famosa confeitaria de Trípoli, a Hallab 1881.

Vale a pena prová-los. Mas o que pouca gente sabe é que junto com a fábrica de doces, o empresário Issam Sidom mantém um dos melhores restaurantes de cozinha libanesa da cidade, comandado por um chef que ele também trouxe do Líbano. 

Banquete libanês do Alyah em casa 

Banquete libanês do Alyah em casa  Foto: Patrícia Ferraz/Estadão

A comida do Alyah (pronuncia-se ália) é sublime, como sugere o nome do lugar, em árabe. Prepare-se para um banquete repleto de sabores sofisticados, sutilezas e surpresas, que passeiam entre tradição e modernidade. 

Para começar, algumas fatias de pão e duas pastas (R$ 35), motabol,  uma combinação de berinjela defumada, tahine, sementes de romã e azeite; e mohammara, purê de amêndoas e nozes com pimentão vermelho, delicioso, quase adocicado e regado com bastante azeite. Ainda não provei, mas está na minha lista, o homus de abacate. Coalhada e homus tradicionais também são ótimos ali. 

Gosta de quibe cru? São quatro versões. Eles vêm moldados em aros e cobertos por adereços. Sugiro o trio cru Alyah (R$ 58), que reúne quibe cru com pistache; tartare de carne com nozes e creme de alho; e kafta crua com azeite, manjericão e cebola. Se tiver de escolher apenas um, fique com o habra naye (R$ 38), tartare de carne com creme de alho, nozes, cebola, rabanete e hortelã. 

As esfihas são do tipo pide, esticadinhas e pontudas, com bordas altas

As esfihas são do tipo pide, esticadinhas e pontudas, com bordas altas Foto: Patrícia Ferraz/Estadão

Não dá para deixar de provar as esfihas – elas são do tipo pide, esticadinhas e pontudas, com bordas altas, servidas grandes (enormes!) ou pequenas. As grandes custam R$ 35 e as pequenas R$ 23. A variedade é inédita: são 23 opções,  poucas delas convencionais como a de carne. Prove a de tomate, cebola e zaatar; ou a de kafta com queijos, muito suave; Tem de shawarma; ovos, queijo e awarma (cubinhos de cordeiro); a de pedaços altos de queijo coalho com tomate, manjericão; a de sojok, uma salsicha picante de cordeiro...

Guarde espaço para o quibe frito, um dos melhores que já provei. O formato é o convencional, mas tem muito mais carne que trigo, o que o deixa delicado. O recheio leva nozes, é bem suave e farto (R$ 6 a unidade). 

Para a primeira vez, acho que já é o suficiente. Se bem que o arroz mansaf vem com cordeiro desfiado, nozes, pinoles, castanhas de caju e amêndoas…

Vamos deixar os grelhados e as saladas para a próxima. Mas nem pense em dispensar os doces. Baclawa de pistache, dedinhos de caju e borma de pistache são incríveis (R$ 13, 100g), crocantes e deliciosamente amanteigados (eles são pincelados com ghee, em vez de manteiga) cobertos por calda de açúcar e água de flor de laranjeira. A

lém da loja de doces e do restaurante, a marca tem um empório de produtos do Líbano. Tem delivery pelo Rappi , IFood e Ubereats, mas o sistema próprio de entregas funciona bem, pelo WhatsApp (99926-7796).

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Ficou com água na boca?

Tendências