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Restaurantes e Bares

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Fica aí: Do Batista (e do Claude) é bom e barato

Nova empreitada de Claude Troisgros, com seu parceiro de cozinha - e televisão - Batista, aposta no delivery de pratos para o dia a dia

20 de julho de 2020 | 19:59 por Patrícia Ferraz, O Estado de S.Paulo

A comida é deliciosa, tem alma, sabor, é tecnicamente impecável, absolutamente reconfortante e ainda por cima barata. Eis a fórmula do novo negócio de Claude Troisgros, o Do Batista, um delivery de pratos para o dia a dia, que acaba de chegar a São Paulo. O Batista, que dá nome à casa, todo mundo conhece, é o paraibano João Batista Barbosa de Souza, integrante da brigada de Claude há 38 anos: começou como pia, em 1982, hoje divide com o chef a cena na TV e se tornou parceiro na nova empreitada.

Picadinho Do Batista, com purê de batata barôa, arroz e farofa de panko.

Picadinho Do Batista, com purê de batata barôa, arroz e farofa de panko. Foto: Do Batista

A ideia era abrir um restaurante de comida simples em um shopping na zona norte do Rio, mas a pandemia mudou o rumo do negócio. O Do Batista estreou, em maio, como delivery de comida boa e barata. O sucesso foi tamanho que, em menos de dois meses, a dupla já inaugurou a terceira cozinha na cidade para dar conta do movimento.

Em São Paulo, a dark kitchen começou oficialmente no fim de semana. Por enquanto, ocupa a cozinha do extinto Pomodori, onde será inaugurado o Chez Claude, sob o comando da chef Carol Albuquerque (ex-Maní). Assim que a pandemia permitir a inauguração do restaurante, a chef fica e o Do Batista muda de endereço.

Galinhada Do Batista, com angu mineiro.

Galinhada Do Batista, com angu mineiro. Foto: Do Batista

São apenas cinco pratos. Picadinho, galinhada com angu, estrogonofe, a feijoada do Batista, o penne do Claude. Tem todos, todos os dias e o preço é o mesmo, R$ 38. Você pode pedir apenas o prato ou o combinado, que inclui a sobremesa - única e imperdível: dadinhos de tapioca, com açúcar e canela, para molhar no doce de leite cremoso. O combinado custa R$ 48.

A escolha não é fácil. O picadinho é de comer murmurando. São cubinhos bem pequenos de carne, com molho denso, puxado no vinho, um toque de pimenta, cubos de bacon. Vem com poucos adereços, apenas purê de batata baroa (como os cariocas chamam a mandioquinha), arroz e farofa de panko. Mas, acredite, banana, ovo frito e pastel não fazem a menor falta nesse caso. A galinhada é ótima pedida. Linda, para começar, com lascas grandes de galinha, quiabo, bacon e linguiça, uma montagem delicadíssima, apesar de rústica e cheia de sabor. Faz par com angu mineiro, arroz e farofa de panko.

Claude Troisgros e Batista estão à frente da nova empreitada.

Claude Troisgros e Batista estão à frente da nova empreitada. Foto: Do Batista

Ainda tem estrogonofe, delicadíssimo, servido com arroz e chips de batata, e o penne do Claude, uma combinação da massa com o picadinho da casa.. Sabe que dá bem certo?

Só não provei a feijoada, mas está na minha lista…

Um simpático selo na embalagem avisa: contém uma delícia. Pura verdade, qualquer que seja a pedida - e tomara que continue sempre assim. Mas tem um problema grave, as embalagens, de papelão simples, não estão à altura dos pratos. As divisórias não sustentam a comida, na viagem o picadinho molha a farofa, o arroz pula para cima do purê, o doce de leite escorre e encharca os dadinhos de tapioca antes da hora... Tomara que mudem. Delivery pelo iFood.

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