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Fica aí: Pizzas nascidas em quarentena

Provamos as redondas de duas pizzarias que inauguraram na cidade em meio a pandemia: Evvita e Pizza da Mooca

08 de julho de 2020 | 05:00 por Patricia Ferraz, O Estado de S.Paulo

O paulistano gosta tanto de pizza que é o segundo maior consumidor mundial – só perde para o novaiorquino. Ainda assim, inaugurar uma pizzaria na cidade requer coragem, além de uma receita capaz de encarar mais de seis mil concorrentes. Abrir de portas fechadas então, só para delivery, em plena quarentena, nem se fale. Mas foi exatamente o que fizeram os chefs Luiz Felipe Souza e Fellipe Zanuto. 

A primeira a acender o forno a lenha foi a Evvita, irmã caçula e vizinha do restaurante de cozinha italiana Evvai, de Luiz Felipe, classificado com uma estrela Michelin. A abertura estava prevista para 15 de março, aí veio a quarentena, porém o chef resolveu arriscar.

Pizza quatro queijos da Evvita 

Pizza quatro queijos da Evvita  Foto: Patrícia ferraz/Estadão

Suas pizzas são individuais de formato irregular (abertas à mão) com bordas altas e bem tostadinhas. Os sabores não têm nada de convencional. A quatro queijos, por exemplo, é surpreendentemente delicada. Leva tallegio, grana padano, ricota de búfala e mussarela, além de folhas de sálvia e alecrim (R$ 47). A seção sbagliata – ou clássicas não tão clássicas – traz sabores como a pizza alla norma (o molho de massa, que leva berinjela assada, tomate pelado e ricota de búfala). Outra seção é a das rebeldes cheias de vigor, como a cipollina, com cebola assada, jus de cebola e queijo cuesta. Espetacular (R$ 45).

Imperdível também é a finocchiona, com salame toscano, dill, tomate e queijo tallegio (R$ 49). Na ala indimenticabile – hoje tem amanhã não sei estão as pizzas de ocasião. Essa semana tem a asparagi e gorgonzola, com aspargos frescos em lascas, cebola roxa e gorgonzola doce (R$ 61). 

Gostei tanto que já pedi pizzas da Evvita em quatro ocasiões, tempo suficiente até para ver sair de cartaz a minha favorita: peixe branco fresco marinado em limão-siciliano, com manteiga de anchovas. Ninguém pedia, diz o chef...

A Pizza da Mooca abriu agora em Pinheiros, mas já fez história no bairro em que nasceu com sua pizza de estilo napolitano. Inaugurada em 2011, foi a primeira da região a usar farinha italiana na massa, que fermenta na geladeira por 48 horas. É levíssima, assada a lenha com as bordas grossas crocantes e molho de tomate pelado, bem delicado. Fellipe é mooqueiro – como eles dizem por lá –, um dos responsáveis pela revitalização gastronômica do bairro, tem talento, garimpa fornecedores e anda preocupado com os preços na crise.

Pizza amatriciana Pizza da Mooca 

Pizza amatriciana Pizza da Mooca  Foto: Patrícia Ferraz/Estadão

Suas pizzas saem em três tamanhos, 8 pedaços (R$ 75), 6 pedaços (R$ 64) e individual (R$ de 28 a 37). Sua amatriciana é sublime: molho de tomate, cebola roxa, pancetta, queijo grana padano e manjericão (R$ 36), a margherita entrou na seleção do Paladar das 10 melhores pizzas da cidade em 2017/2018. O cardápio é extenso e tem até uma veggie com brócolis, tomate confit, alcachofra e rúcula (R$ 33). O delivery das duas é pelo Ifood,  com opção de  retirada no local.

Se você estiver precisando de um álibi para pedir pizza mais uma vez nessas quarentena, aí vai: 10 de julho é o Dia da Pizza em São Paulo, celebrado desde 1985.

Pizza margherita Pizza da Mooca 

Pizza margherita Pizza da Mooca  Foto: Patrícia Ferraz/Estadão

E não esqueça de seguir a regra número um para o sucesso do delivery de pizza: assim que fizer o pedido, acenda o forno, na temperatura máxima. Quando a pizza chegar, tire da caixa e ponha direto na grelha do forno por cinco minutos. Fica perfeita. Dica de um especialista: Edgard Bueno da Costa, sócio da Braz.

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