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Restaurantes e Bares

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Filme sobre lámen acaba de estrear nos cinemas. Saiba onde comer o prato japonês em São Paulo

Em cartaz, 'Lámen Shop' mistura culinária e memória. Para fazer a dobradinha cinema-restaurante, confira onde aproveitar uma bela tigela fumegante

01 agosto 2018 | 15:12 por Redação Paladar

O lámen é a estrela de três novos filmes. O prato mais popular do Japão - nos dois sentidos, é comida do dia a dia e é, também, pop - ganhou espaço em restaurantes do mundo inteiro e, agora, chega aos cinemas.  

Lámen Shop, coprodução entre Japão, Cingapura e França, entrou em cartaz na semana passada. O longa do cineasta cingapuriano Eric Khoo conta a história de Masato (Takumi Saitoh), um jovem cozinheiro japonês que trabalha no restaurante da família: uma casa de lámen. Com a morte do pai, ele sai em uma jornada em busca das raízes da família e chega a Cingapura, onde sua mãe, morta quando ele ainda era pequeno, cresceu vendendo bak kut teh (sopa de costela de porco). Lá, ele se empenha em criar o ramen teh, receita que mistura lámen com a sopa local.

"Por trás da busca do lámen perfeito perfilam-se dores e rivalidades sedimentadas por guerras entre os países, antigas cicatrizes. Simples, delicado e saboroso, Lámen Shop acerta ao calibrar culinária e memória. Bem equilibrada a receita, a redenção servida de sobremesa não parece artificial ou fora de lugar", diz Luiz Zanin Oricchio, no Caderno 2

Por aqui, a moda se firmou e já há casas de lámem para além do circuito tradicional da Liberdade. São Paulo já conta até com fábricas de macarrão especializadas, que deram novo fôlego aos restaurantes. E a oferta não para de crescer (confira abaixo). 

Na tigela, além do macarrão, podem vir também carnes (em geral, lombo de porco, mas também podem aparecer frutos do mar ou massa de peixe prensada), ovo (cozido ou poché, o que importa é a gema molinha, para escorrer e juntar-se ao caldo), algas (pode ser nori ou wakame, inteiras no canto ou picadinhas por cima), brotos (de bambu e de feijão são os mais comuns) e vegetais (cenoura, vagem, cebolinha, nirá, milho e o que mais o coração mandar).

Mas a alma do prato é mesmo o caldo, sempre perfumado. Sua base é o cozimento por horas de ossos e carnes (em geral, frango e/ou porco) junto com legumes. Na panela, a fervura dos ingredientes determina o tipo de caldo-base: sem ferver, ele fica transparente; fervido, fica turvo. Depois da panela, o caldo-base é temperado com shoyu (molho de soja), missô (pasta de soja) ou shiô (sal), depois servido na tigela frio ou quente. 

Os outros dois filmes que colocam o lámem como estrela ainda não têm data para chegar ao Brasil. O documentário japonês Ramen Heads retrata a abordagem obsessiva dos chefs na criação do lámen perfeito ao se focar em Osamu Tomita, dono da casa Chuka Soba Tomita, na cidade de Matsudo, que atrai filas desde as 4h da manhã – daí o seu apelido de “rei do rámen”. Já Ramen Kuitee! (Coma lamen!), criado como mangá e transformado em longa pelo diretor Yuki Kumagai, mostra como o lámen transformou a vida de três personagens - saiba mais no Caderno 2.   

Onde comer lámen

Para fazer a dobradinha cinema-restaurante, confira abaixo onde comer bons pratos de lámen em São Paulo e veja no Guia de Cinema do Divirta-se onde o filme está em cartaz.

 

Como comer lámen 

E para aproveitar a bela tigela de caldo fumegante com macarrão sem constrangimentos, já saiba: é para comer rápido e com barulho mesmo. No vídeo no final do texto, Thiago Bañares, do Tan Tan Noodles Bar, ensina os segredos para não se perder na tigela. 

 

 

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