Paladar

Restaurantes e Bares

Restaurantes e Bares

Futuro Refeitório joga holofote sobre os vegetais

Novo restaurante em Pinheiros foca em pratos em que legumes e verduras são os protagonistas e as carnes, meros coadjuvantes; serviço é contínuo do café-da-manhã ao jantar

10 janeiro 2018 | 18:57 por Isabelle Moreira Lima

Faz sentido que a nova casa de Gabriela Barretto, do Chou, seja chamada Futuro Refeitório. A começar pelo menu, que tem como protagonistas não as carnes, mas os legumes e verduras, como defende parte da vanguarda dos pensadores da comida. A casa, que abriu discretamente nesta semana, também é moderna em seu horário de funcionamento, sem pausas no serviço das 8h até o fim do jantar e com café da manhã a qualquer hora do dia. Para completar o pacote, o ambiente, assinado pelo arquiteto Felipe Hess, remete ao pós-industrial, alocado em um enorme galpão que mantém a cara do estacionamento que foi há pouco. Ao mesmo tempo, oferece certo aconchego com sofás de couro ladeados por enormes jarros de planta.

Ambiente do restaurante

Ambiente do restaurante Foto: Isabelle Moreira Lima/Estadão

A cozinha é (obviamente) aberta, uma vitrine para se ver como são tratados os vegetais. Eles viram saladas, conservas, curries, entram em massas, arrozes, sanduíches. Exemplos: a salada de brotos de feijão, cenoura, amendoim, pepino, coentro, hortelã e nam pla; o curry amarelo com legumes, grão-de-bico, cogumelos e arroz basmati; o arroz preto com coco, abóbora e sementes; o quiabo em conserva e o sanduíche de berinjela, rúcula, compota de tomate e pimenta.

No almoço, os pedidos são feitos em sistema de combinado. Por R$ 38, escolhe-se quatro “plantas”, as cumbucas de saladas, arrozes e massas sem carne no combo “íntegro”. Por R$ 43, come-se o combo “onívoro”, com três plantas e um animal. E por R$ 36, o combo com um sanduíche e uma planta. Há ainda as tigelas prontas, para os que se apaixonaram por uma receita única e querem apostar nela. No jantar, as receitas são as mesmas, mas podem ser pedidas separadamente.

Cumbucas do refeitório

Cumbucas do refeitório Foto: Isabelle Moreira Lima/Estadão

Entre os doces, chama atenção o pote cremoso de laranja, doce de leite e pipoca de arroz (R$ 10), além do de chocolate e quinoa crocante (R$ 12).

A carta de vinhos é esperta, moderna e amiga do bolso, com opções de R$ 70 (o argentino Amansado Malbec 2017) a R$ 150 (o litro do Runckenhausen Rosé Mendoza), assinada por Gabriela Monteleone. Alê D’Agostino, do Apothek, é responsável pela carta de drinques, que inclui clássicos (dry martini por R$ 28; manhattan por R$ 36) e autorais (o tônico 1775 leva rum, Jerez e tônica e custa R$ 35; o gin brew leva gim, cold crew e tônica, R$ 26).

Fica às claras também a produção dos pães e da viennoiserie, assinados pela badalada padeira Hanny Guimarães, e a torra do café, comandada pela barista Natalia Ramos, que oferece coado um floral ácido (R$ 9) e outro mais encorpado (R$ 8).

Uma pegadinha pouco simpática: a água tem toda a cara de cortesia, não é mineral, é filtrada. Mas é cobrada por pessoa, com refil livre. Custa R$ 4,50.

Serviço

FUTURO REFEITÓRIO

R. Cônego Eugênio Leite, 808, Pinheiros.

Tel.: 3085-5885

Horário reduzido até 21/1.

Depois, 8h/22h30 (sáb. a partir das 9h; dom., até 16h30) 

Ficou com água na boca?