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Restaurantes e Bares

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Goya fecha e Diego Belda planeja restaurante em sítio

Com horta, pomar e criação de pequenos animais, chef vai servir menu fechado no curral de sua propriedade, e ainda segue com projetos itinerantes na capital

05 fevereiro 2016 | 18:18 por Ana Paula Boni

Após um ano de funcionamento, o restaurante Goya fechou as portas nesta semana na Vila Madalena, abatido pela crise econômica. Mas Diego Belda, que carrega experiência desde 2003 dos anteriores Rothko e do bar Casa Belfiore, está animado com o seu mais novo projeto - um restaurante no sítio Três Paineiras, que comprou em São Francisco Xavier (150 km de SP).

No fim do ano passado, ele começou a pensar na ideia, com a formulação de uma horta orgânica com a ajuda de um engenheiro agrônomo. O pomar já havia no local, com árvores adultas de variedades de pêssego, goiaba, limão, laranja, frutas vermelhas, lichia. Também pensa em criar alguns animais, como porco, frango e galinha d’angola, para abastecer o menu da casa ao estilo farm-to-table (da terra à mesa).

O chef Diego Belda no salão do Goya, que fechou as portas nesta semana na Vila Madalena

O chef Diego Belda no salão do Goya, que fechou as portas nesta semana na Vila Madalena Foto: Daniel Teixeira|Estadão

“Como cozinheiro, você sempre está interessado em usar o melhor produto e saber de onde ele vem. Se você consegue fechar esse ciclo, melhor. Faz um tempo que vinha namorando essa ideia”, diz ele, que é formado em artes plásticas, mas fez cursos de culinária na França e no país basco.

A pretensão é servir a primeira refeição entre abril e maio, mesmo que ainda em fase de testes - a mesa será montada no curral da propriedade e deve servir 20 pessoas, com menu fechado e todas as receitas preparadas com fogo à base de lenha de manejo sustentável. “Árvores frutíferas dão ótima lenha para defumação e também estou interessado nisso.”

Os ingredientes virão das suas plantações e da de vizinhos, como o projeto Rota do Cambuci, do Instituto Auá. O excedente poderá ser vendido ou trocado em feiras orgânicas.

Pão, ovo e bacon, uma das receitas servidas por Belda no café da manhã do Goya

Pão, ovo e bacon, uma das receitas servidas por Belda no café da manhã do Goya Foto: Marcio Fernandes|Estadão

Além disso, Belda segue com projetos itinerantes na capital. “Estou aqui no sítio agora, mas ficar sem São Paulo é difícil.” Vai continuar com o Born to Grill, espécie de churrasqueira ambulante que ele leva para eventos e porta de bares e lojas de cervejas. O projeto nasceu no ano passado, quando ele transformou o Rothko em Goya - o Rothko vinha ganhando fama por hambúrgueres e, como ele não queria manter isso no restaurante, criou o Goya para seguir com suas criações em forma de tapas e o Born to Grill para a comida focada em carnes.

Além de variados cortes (com predominância de porco e aves, como galinha, peru, codorna, marreco), ele serve acompanhamentos também finalizados na grelha, como picles de jiló assado, além de batata-doce, farofa e molhos. O próximo evento será no bar BrewDog, cujo cardápio foi desenvolvido por Belda, entre o fim de fevereiro e o começo de março.

Ele ainda deve seguir com a Churrascada, evento com carnes que deve ganhar edição no Rio ainda no primeiro semestre.

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