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Restaurantes e Bares

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Grumixama, uvaia, umbu? Bacio di Latte testa sabores

07 junho 2012 | 08:00 por oliviafraga

Foto: Alex Silva/AE

A sorveteria Bacio di Latte, conhecida pelos sabores cremosos italianos, está se aventurando com frutas brasileiras. Na terça-feira, o escocês Nick Johnston e o italiano Edoardo Tonolli, fizeram uma degustação de 15 sabores de sorbet (sorvetes cuja base é água, e não leite). É que os sócios da sorveteria paulistana, que há um ano e meio fez brotar na rua Oscar Freire uma fila permanente de pessoas ávidas por um gelato, estão escolhendo os sabores para apresentar em palestra dia 29 de junho, quando começa o 6º Paladar – Cozinha do Brasil.

Johnston e Tonolli, que conquistaram clientela fiel com sorvetes como os de pistache, limão-siciliano, pera ou figo, testaram sabores como taperebá, pitanga, grumixama e bacuri. E estão animados com o desafio de explorar novos gostos tropicais. “Passamos horas pesquisando. Não conheço direito ainda nem mesmo as frutas tradicionais daqui. Imagina as raras”, diverte-se Johnston.

Depois do convite do Paladar, ele perguntou no Facebook aos seguidores da Bacio di Latte quais sorvetes gostariam de provar – e recebeu mais de 80 comentários. Decidiu-se por 20 frutas e as encomendou com Antonia Padvaiskas, do Empório Poitara, que fez vir de avião, do Pará, as polpas tipicamente brasileiras.

“O sorvete acaba sendo um meio de transmissão do sabor da fruta. Se ela é mais ácida ou suculenta, isso aparece no fim”, diz Johnston. Cupuaçu, graviola, murici, cacau, umbu, tucumã, araçá e uvaia foram algumas das frutas que também passaram pelas máquinas da Bacio di Latte e tornaram-se cremosos veículos para seus sabores exóticos.

No teste, saiu-se com louvor o açaí-branco (que na verdade é verde). Pela cor e também pela untuosidade, ele lembra o abacate – e é saborosíssimo. É um fruto difícil de ser encontrado e costuma acabar ainda no começo da madrugada no mercado Ver-o-Peso, em Belém. A pitanga também agradou os paladares dos sócios da Bacio di Latte e de seus convidados para a prova – amigos e chefs de cozinha.

Até o 6º Paladar – Cozinha do Brasil, Johnston e Tonolli vão ajustar receitas dos novos sabores. E quem sabe, depois, incorporá-los ao concorrido cardápio.

por José Orenstein

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