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Restaurantes e Bares

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Jacarandá repagina bar no subsolo e Zulu assume drinques

Bar do restaurante de Pinheiros, que possui novos donos desde setembro, lança nesta quarta (9) carta com coquetéis autorais e novas comidas

07 novembro 2016 | 11:56 por Ana Paula Boni

Tatu, bicho que anda embaixo da terra, dá lugar a Raiz, também habitante do subsolo, mas agora uma referência à extensão da árvore que batiza o restaurante Jacarandá em Pinheiros. É que no subsolo, ao lado das raízes, está também o bar da casa, antigo Tatu, que a partir desta quarta-feira (9) passa a funcionar sob o novo nome, com repaginada carta de drinques e de comidas.

Os coquetéis, entre clássicos e autorais, agora estão sob a responsabilidade do bartender Laércio Silva, conhecido como Zulu, que já passou por casas como La Maison est Tombée, NOH e Madeleine. Zulu continua como consultor do Grupo São Bento, onde dá expediente principalmente no São Conrado, novo bar do grupo, mas também será visto no Raiz.

“Estou animado porque a proposta é diferente da do São Bento, que é de botecos com muita cerveja. No Raiz o negócio é coquetelaria. E é um bar de drinques tão bonito quanto vários que vi em minhas viagens para fora. Se eu coloco carta com cinco ou seis cervejas, perde o foco.” Assim, não vá pela cerveja (só tem Heineken no cardápio).

O bartender Laércio Zulu, que assume a carta do bar Raiz e do Jacarandá

O bartender Laércio Zulu, que assume a carta do bar Raiz e do Jacarandá Foto: Giuliana Nogueira|Divulgação

Estão lá clássicos como negroni (R$ 27) e rabo de galo (R$ 20), além de criações de Zulu, como a mulata ensaboada (R$ 28), que leva cachaça Weber Haus envelhecida em barril de amburana, suco de laranja, amaro (licor italiano) e rapadura. Cachaça, inclusive, é o destilado preferido do bartender.

Já o drinque que carrega o nome da casa (R$ 28) tem gim envelhecido em amburana, vermute tinto, espumante e cordial (espécie de licor) de amora com especiarias, feito pelo próprio Zulu. Conhecido por fazer misturas e infusões, o barman possui desde 2010 uma marca de bitters, a Zulu Bitters, feitos com especiarias e outros ingredientes brasileiros. Em breve, o seu bitter aromático também será vendido no empório que fica na entrada do restaurante, cuja carta de drinques também será de Zulu.

Para marcar sua entrada na casa, ele desenvolveu um bitter de flor de jacarandá exclusivo, para ser usado nos coquetéis servidos ali. Poderá ser provado nesta quarta (9), a partir das 21h, com a abertura do bar ao público, quando Zulu receberá o bartender mineiro Tony Harion.

Drinque tea or coffee, de Zulu para o bar Raiz, que leva bourbon, chá preto, café, mel e limão

Drinque tea or coffee, de Zulu para o bar Raiz, que leva bourbon, chá preto, café, mel e limão Foto: Giuliana Nogueira|Divulgação

No bar, assim como no restaurante, o cardápio de comidas agora está a cargo de um dos novos sócios e chef Milton Freitas. Alguns pratos do antigo Tatu foram mantidos, como as bruschettas de tomate e alho (R$ 15) e a empanada de camarão com queijo (R$ 8); outros são miniporções de pratos do Jacarandá, como a língua de boi com vinagrete de ervas e ovo mollet (R$ 18). Ainda tem novidades, como os bolinhos de cordeiro (R$ 18) e as coxinhas de frango (R$ 18).

Também à frente do Antonietta, em Higienópolis, Milton Freitas adquiriu o Jacarandá em setembro da argentina Ana Massochi, dona do Martín Fierro e do La Frontera e que abriu o Jacarandá há quatro anos. A decoração do bar Raiz ainda é a mesma do Tatu, mas até o fim do mês deve ganhar alguns retoques.

SERVIÇO

Jacarandá

R. Alves Guimarães, 153, Pinheiros

Tel. 3083-3003

Funcionamento restaurante: seg. a dom., 12h às 24h

Funcionamento do bar Raiz: qua. a sáb., 17h às 2h (eventos fechados só de domingo a terça-feira)

 

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