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Restaurantes e Bares

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Londres quer proibir restaurantes fast-food perto de escolas

Medida foi criada como uma tentativa de combate à obesidade infantil

05 novembro 2014 | 14:01 por redacaopaladar

Por Fábio Rossini

Um relatório encomendado pela Comissão de Saúde de Londres quer banir a abertura de restaurantes fast-food perto de escolas. O  plano apresentado ao prefeito de Londres, Boris Johnson, propõe a proibição em áreas que fiquem até dez minutos a pé ou a 400 metros de qualquer escola da capital.

A recomendação foi feita por Lord Darzi, ex-ministro do Trabalho e cirurgião. A ideia é combater a obesidade infantil, que atinge uma em cada três crianças de 10 anos no Reino Unido hoje. Darzi afirma que a Comissão de Saúde de Londres, passou um ano recolhendo dados em toda a cidade e elaborou um plano de ação. Segundo ele, a preocupação é “proteger” as crianças das comidas de fast-food e incentivar uma vida mais saudável a todos os cidadãos. “A crise de obesidade só pode ser resolvida se a pessoa comer menos comida”, diz o texto.

FOTO: Wikimedia Commons/Reprodução

Se as novas regras forem aprovadas, cadeias de restaurantes serão obrigadas a adotar um “sistema de semáforo” no menu para sinalizar a quantidade de calorias de cada lanche ou prato. Alertas sobre os níveis de gordura, sal e açúcar seriam necessários em estabelecimentos com pelo menos 15 pontos de venda no Reino Unido, para evitar penalizar os pequenos restaurantes e cafés.

Pesquisadores descobriram que existem mais de 8 mil lojas de fast-food em Londres, número que aumenta cerca de 10% por ano. O plano de Darzi é tornar Londres a “mais saudável, mais em forma e mais apta cidade do mundo”. Atualmente, a capital tem um dos piores índices de obesidade infantil e adulta do mundo.

Um estudo da Universidade de East Anglia (EUA) e do Centro de Dieta e Atividade de Pesquisa descobriu que os jovens tendem a engordar mais quando há restaurantes de fast-food próximos de suas escolas. Segundo o relatório divulgado pelos especialistas em fevereiro, as crianças do ensino secundário são mais propensas à obesidade devido ao maior poder de compra e escolha de seus próprios alimentos.

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