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Restaurantes e Bares

Restaurantes e Bares

Menus executivos até R$ 50

Os menus executivos estão em alta. A fórmula entrada, prato e sobremesa a preço fixo está virando regra em São Paulo na hora do almoço durante a semana e mesmo casas de alta gastronomia já aderiram. Sinal dos tempos. A ideia é atrair os clientes, já que reduzir a ida aos restaurantes é uma das primeiras atitudes em tempos bicudos.

01 julho 2015 | 21:03 por redacaopaladar

A boa notícia é que os menus executivos estão cada vez mais atraentes. A notícia ruim é que raramente gasta-se apenas o valor do executivo – nas últimas duas semanas, a equipe do provou 25 menus executivos e houve apenas um caso – o restaurante japonês Shin Zushi – em que o valor da conta foi igual ao preço do menu executivo: R$ 42. Explica-se: a bebida, chá verde, era grátis e a casa não cobra taxa serviço no almoço.

Portanto, é bom fazer bem as contas. A média de preço dos menus executivos listados nesta edição é R$ 61. Mas o valor médio das contas – somando-se uma água, um café e os 10% de serviço – é de R$ 81,32. O menu executivo pode reduzir a conta quase pela metade, comparado ao menu à la carte, muitas vezes para comer exatamente os mesmos pratos, como é o caso do Parigi Bistrot.

Mas tome alguns cuidados, como dispensar o couvert (ele custa o que custa mais 10%).

E atenção às ciladas, como água importada que custa R$ 13 ou R$ 14, como no Kinoshita e no Loi Ristorantino.

Confira a seguir os 21 menus executivos favoritos da equipe do Paladar que custam até 50 reais.

SHIN-ZUSHI

Preço menu: R$ 42

Conta: R$ 42 (não foram pedidos água e café e a casa não cobra 10%)

FOTOS: Amanda Perobelli/Estadão

É o mais barato de nossa seleção. E também dos mais rápidos: a refeição dura aproximadamente 44 minutos e é fácil entender a agilidade: vem tudo de uma vez só. Outra vantagem: a casa não cobra taxa de serviço no almoço. O executivo da casa, chamado de Higawari Bentou, é composto de oito itens (bem servidos) e varia a cada dia da semana. A comida do bentô tem o perfil dos pratos à la carte e o esmero no preparo é evidente. E o preço compensa. Para comer o mesmo fora do bentô, gasta-se bem mais. Um sashimi teishoku, por exemplo, custa R$ 75. O chá verde é cortesia.

Onde. R. Afonso de Freitas, 169, Paraíso, 3889-8700. Ter. a sex., 11h30/14h

Entrada

São sempre três itens fixos: arroz japonês, sopa missoshiru e legumes em conserva.

Prato principal

Os cinco elementos mudam conforme o dia. Geralmente há uma proteína principal, como um curry de carne, e algumas secundárias, por exemplo, atum frito. Também costuma haver um acompanhamento vegetal, como salada de verduras ou berinjela grelhada. A visita foi numa quinta-feira, dia em que os elementos do bentô são sashimi (7 fatias), shumai (2 bolinhos no vapor), massa de peixe cozida com legumes e salada de maionese. Tudo fresco e bem executado.

Sobremesa

Geralmente uma fruta. No dia da visita foi abacaxi.

JIQUITAIA

Conta: R$ 57,20

Um dos menus executivos mais conhecidos da cidade faz jus à fama: boa comida a bom preço, servida num ambiente simpático. Os pratos variam de acordo com o dia da semana: são quatro opções por dia e sempre há uma escolha vegetariana. O ponto importante é: os pratos do menu executivo não são uma amostra da cozinha do chef Marcelo Corrêa Bastos: são a alma, a identidade do restaurante – são, inclusive, a única opção na hora do almoço. Apenas um conselho: vá cedo, as mesas do salão são bem concorridas e o balcão também logo fica lotado.

A casa até aceita reservas, mas no almoço o horário limite de chegada é 12h15.

Onde. R. Antônio Carlos, 268, Consolação, 3262-2366. Seg. a sex., 12h/15h.

Entrada

As opções variam todos os dias. Maxixe picante recheado, salada verde, caldinho de feijão com macarrão e abóbora com requeijão e carne seca estão entre as possíveis escolhas.

Prato principal

Entre outras opções, segunda-feira tem baião de dois e galinha caipira com quiabo, terça tem picadinho e peixe do dia com purê de batata-doce e arroz negro (foto), quarta tem barreado, quinta tem mexido à cavalo, e sexta, arroz de suã e moqueca.

Sobremesa

São muitas as opções, que também variam diariamente e refletem bem a proposta da casa: trivial brasileiro feito com esmero. Tem de pavê de doce de leite e musse de chocolate branco e calda de maracujá (foto) a creme de abacate com limão. As mais pedidas são brigadeiro com farofa de pé-de-moleque e goiabada com queijo cremoso.

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TAPPO TRATTORIA

Conta: R$ 59,62

É um dos sistemas de menu executivo que melhor funciona: você escolhe um prato e, pelo preço dele, leva a entrada e a sobremesa. Mas tome cuidado: dependendo do que escolher, o gasto na hora do almoço pode variar de R$ 44, se você pedir o nhoque com ragu de carne ou alguma outra massa simples, até R$ 78, se optar pelo linguini com lagostas.

O sistema oferece uma ótima oportunidade para quem quer conhecer a cozinha de um bom restaurante italiano pagando menos – no cardápio normal, uma refeição sai por pelo menos R$ 96, sem bebidas e sem serviço.

O truque: é preciso chegar cedo, pois o ambiente do Tappo é apertadinho, com as mesas coladas umas nas outras, e sempre muito concorridas. Se a ideia for um almoço rápido e você não conseguir chegar cedo (antes de 12h30), nem adianta passar lá, encontre outro lugar pois a espera costuma ser longa.

Onde. R. da Consolação, 2.967, Cerqueira César, 3063-4864. Ter. a sex., 12h/15h.

Entrada

São seis opções. O destaque é a salada caprese (ali ela é linda, estilizada, montada como uma torre…). Mas tem também carpaccio, vitello tonnato (foto), focaccia, salada verde e mexilhões cozidos no molho de tomate com vinho branco, um clássico da casa de Benny Novak.

Prato principal

Você escolhe qualquer prato do cardápio e pelo preço dele recebe a entrada e a sobremesa escolhidas entre as sugestões do executivo. O cardápio italiano da casa oferece opções de massa, risotos, peixes e carnes. Na visita, optamos pelo rigatoni com ragu de linguiça (foto), um clássico da casa.

Sobremesa

Os cannoli ali valem a pedida. E há outras opções também interessantes como o semifreddo, o sgroppino (sorbet de limão, vodca, vinho branco ou prosseco e zest de limão); e o clássico tiramisù (foto).

LA FRONTERA

Preço menu: R$ 48

Conta: R$ 63,58

O menu executivo foi batizado de menu agradável. De fato, a refeição é satisfatória, saborosa e equilibrada. Mas a comparação com o menu regular é inevitável e o agradável é menos instigante: o executivo está mais para a simplicidade da carne grelhada que para molhos elaborados. Há duas opções de entrada, prato e sobremesa por dia (sendo uma fruta), mas as sugestões variam e não têm dia fixo. Se você é do tipo difícil para comer, o melhor é ligar antes para saber qual a sugestão do dia. O serviço é expresso: passaram-se apenas 42 minutos entre sentar à mesa e pagar a conta. É o tipo de almoço que não faz ninguém perder a hora. O maior problema foi o café, Astro, que veio queimado e amargo, uma pena.

Onde. R. Cel. José Eusébio, 105, Consolação, 3255-8867. Seg. a sex., 12h/15h

Entrada

Eram duas opções, salada verde com erva doce ou grão de bico com cream cheese de queijo de cabra e flatbread. O grão veio cozido no ponto e bem temperado. Creme, equilibrado, vem acompanhado de tomatinho saboroso, com hortelã e salsinha, em uma porção pequena, leve e fresca. Ótima entrada para saudar a carne que virá.

Prato principal

Bife de chorizo (170g) e purê de batatas assadas na grelha da foto dividia a seção de pratos principais com peixe grelhado com vegetais. A carne, muito macia e com tempero agradável, não veio tão vermelha quanto o desejado. E a quantidade de purê foi exagerada – um problema para quem não para de comer até o prato esvaziar.

Sobremesa

O flan de laranja com biju de castanha-do-pará, a sobremesa do dia, é agradável. A leveza da sobremesa caiu bem depois do bife. A outra opção eram frutas da estação.

LA MAR

Conta: R$ 65,45

É ótima pedida o menu executivo na casa que faz parte de uma rede do chef peruano Gastón Acurio. O menu executivo é absolutamente fiel ao estilo da casa e oferece peixes, ceviches e os arrozes. Cebola roxa, leite de tigre e ají amarelo são ingredientes comuns da cozinha peruana. O menu traz sete ou oito opções de entrada e a mesma oferta de pratos principais. A sobremesa muda diariamente, há duas opções. O preço vale a pena – só a sobremesa mais famosa do Peru, o suspiro limeño, à la carte custa R$ 18. O atendimento é prestativo e o ritmo da refeição é adequado ao almoço em dia de trabalho: a espera não é longa. Não houve intervalo maior que 10 minutos entre a retirada de um prato e a chegada do próximo. Resultado: o executivo cumpre bem seu papel.

Onde. R. Tabapuã, 1.410, Itaim, 3073-1213. Seg. a sex., 12h/15h

Entrada

O cliente escolhe entre nove tipos de entrada. Entre elas, há três cebichines (mini ceviches), dois tiraditos e duas saladas, causa nikkei e tabule de quinoa. A escolha foi o cebichine amarillo. O prato é composto por pescado ao molho leite de tigre e ají amarelo. Vem acompanhado de milho gigante tostado e muita cebola roxa. Apesar de ser uma entrada, veio em uma quantidade que satisfazia. O prato era saboroso e picante o suficiente esquentar um dia frio.

Prato principal

O tacu tacu sureño (foto) é um dos sete pratos principais disponíveis no executivo do La Mar. Ao contrário das entradas, a maior parte destes é quente. Outras das opções são o galeto desossado na brasa, o arroz chaufa de mariscos ou o salmão em crosta de quinoa. Este último vem acompanhado de cogumelos e aspargos salteados.

Sobremesa

É o único item do menu executivo que muda. A cada semana há duas opções. Em geral uma delas é uma fruta, como fatias de abacaxi, e a outra é um doce. Podem aparecer itens como musse de maracujá com calda de morango ou bolo de laranja com musse de chocolate branco, compota de laranja e pisco (foto).

MIYA

Conta: R$ 65,45

Boa maneira de conhecer a comida de Flávio Miyamura. O executivo varia diariamente, sempre com uma opção de entrada, dois principais e duas sobremesas. No dia da visita, a entrada era um creme de palmito, que estava só ok. Prato principal e sobremesa foram mais marcantes. No geral, é enxuto, mas segura a bronca. Foi um dos mais rápidos testados – 48 minutos entre sentar e pagar a conta. Serve vinho em taça, por R$ 28 em média.

Onde. R. Fradique Coutinho, 47, Pinheiros, 2359-8760. Ter. a sex., 12h/15h

Entrada

É uma opção por dia. Na visita do Paladar, era creme de palmito com torrada com parmesão. Não tinha personalidade e destoou do conjunto da refeição. Foi o ponto baixo do almoço – que no geral foi bom.

Prato principal

O peixe do dia era um fish and chips criativo, servido em pedaços empanados: a crosta crocante e o interior macio, suculento. Para acompanhar, chips de tubérculos, fininhos e crocantes. Entre outras opções, massa e a corvina com purê de abóbora japonesa (foto).

Sobremesa

A canoa com doce de leite foi a melhor parte da refeição: a banana assada inteira, com um rasgo na casca, foi recheada com doce de leite e um pouco de canela. Muito suculenta e úmida, servida morna, a temperatura perfeita. A outra opção era abacaxi com raspas de limão.

Atualizado em 2/7/2015, 18:39 – A informação com relação à cobrança de 10% sobre o valor do estacionamento no restaurante MIYA estava incorreta e foi corrigida.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 2/7/2015

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