Restaurantes e Bares

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Popa, um senhor hot-dog

A lojinha de cachorro-quente artesanal fica na esquina da rua Oscar Freire com a Padre João Manoel, nos Jardins

16 de junho de 2022 | 03:00 por Patrícia Ferraz, O Estado de S.Paulo

Popa oferece cachorros-quentes artesanais, feitos com salsicha de pernil e pancetta.

Popa oferece cachorros-quentes artesanais, feitos com salsicha de pernil e pancetta. Foto: Alexandre Park

Você só vai entender exatamente esse hot-dog depois da primeira mordida, mas os detalhes podem dar uma ideia. Para começar, ele é fininho e tem 26 centímetros. A salsicha artesanal segue a moda alemã: mistura de pernil (75%) e pancetta sem pele (25%), temperada com páprica, noz moscada, alho e cebola. Já curada e defumada, passa pelo forno para ficar tostadinha. O pão, feito com massa de longa fermentação, tem o miolo elástico e macio e a superfície levemente crocante.

É essa a base dos sanduíches do Popa, uma lojinha de cachorro-quente inaugurada sem alarde, no ano passado, na esquina da rua Oscar Freire com a rua Padre João Manoel, nos Jardins. Tão pequena que passaria despercebida se não fosse pelo simpático letreiro “hot dog”, feito com lâmpadas e bricolagem pelo dono do lugar, Alexandre Park.

De família coreana, Park, tem 51 anos e trabalhou por duas décadas como advogado em empresas multinacionais. Gostava de cozinhar, fez pós-graduação em gastronomia por hobby e se encantou pelos embutidos. Começou fazendo por diversão, estudou e testou até que decidiu mudar de vida e tirou um ano sabático nos Estados Unidos, trabalhando em restaurantes. Aproveitou para provar hot-dogs. De volta ao Brasil, passou pelo D.O.M, pelo Murakami e pelo (hoje extinto) Eñe. Foi fazendo seu hot-dog artesanal para família e amigos, mas lá pelas tantas, resolveu apostar nele. Ajudou um marceneiro a construir um “carrinho-loja” com forno, geladeira e diversos compartimentos. Se instalou em uma vitrine na avenida paulista, onde fez sucesso por dois anos, inclusive entre os amigos chefs.

Alexandre Park largou a carreira de advogado e hoje comanda o Popa, de hot-dogs.

Alexandre Park largou a carreira de advogado e hoje comanda o Popa, de hot-dogs. Foto: Arquivo Pessoal

Levou o carrinho para o novo endereço, mas equipou o local com forno speed oven, geladeira e estufa. O menu tem oito versões de hot-dogs, com todos os ingredientes feitos por ele, do zero, o que inclui a maionese, a mostarda, o ketchup e o bacon. Só não faz ali o parmesão, ralado fininho para finalizar os sanduíches. Os dogs vêm acompanhados também de tomate e cebola cozidos à vácuo.

O da casa é o básico (R$ 28), salsicha, pão, maionese e queijo parmesão. O bacon lovers (R$ 30) é imperdível: o bacon artesanal é levemente grelhado e cortado em lascas finas que fazem lembrar o lardo italiano. Se quiser um toque coreano, peça o bacon lovers com kimchi (R$ 32). A novidade é o currywurst, com ketchup, purê de maçã e chips com curry (R$ 32). Prepare-se para comer na calçada, apoiado em mesas altas. E não estranhe se tiver vontade de repetir: apesar do tamanho, o sanduíche é leve. 

Alexandre só abre a lojinha de quinta a domingo, das 12h às 22h – no resto da semana, prepara tudo. 

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