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Restaurantes e Bares

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Protesto contra 50 Best circula na internet

A cerimônia do 50 Best para apresentação do ranking dos 50 melhores restaurantes de 2015 está marcada para a próxima segunda-feira, dia 1º de junho, em Londres, mas já está causando polêmica. Desta vez, além das tradicionais discussões sobre a colocação dos restaurantes e eventuais injustiças, há um movimento contra a premiação e desde o fim de semana está circulando pela internet uma petição contra o ranking da revista inglesa Restaurant que tem enorme repercussão.

27 maio 2015 | 18:02 por patriciaferraz

Chamado de Occupy 50 Best, o movimento criado por três franceses pede “em nome de gourmets do mundo todo, críticos de restaurantes e amantes da comida”, o fim do apoio e do financiamento ao prêmio britânico. O texto diz que “o ranking mistura parcialidade (países parceiros como Peru e Cingapura são particularmente super representados), autopromoção (alguns dos chefs da lista são também do júri) e chauvinismo (só um de 50 chefs da lista era mulher em 2014)”.

O movimento foi criado no fim de semana passado por um cineasta, um blogueiro de comida e um publicitário. Na manhã de ontem, a página na internet contava 274 assinaturas, entre elas algumas figuras emblemáticas da gastronomia francesa, como os chefs Joël Robuchon e Georges Blanc, além de cozinheiros de vários outros países.

“Assim como o Occupy Wall Street, Occupy 50 Best não tem um líder em particular”, disse um dos criadores do manifesto.

Os organizadores do prêmio responderam indiretamente ao movimento com o anúncio de que, este ano, a votação contou com a auditoria da Deloitte para assegurar sua integridade e credibilidade. Outra novidade foi que logo após a votação, os organizadores contataram jurados por e-mail e marcaram entrevistas por telefone para ouvir críticas e sugestões num declarado esforço para corrigir eventuais falhas.

Pelo que o Paladar apurou, apenas dois restaurantes brasileiros estarão na lista dos 50 melhores do mundo de 2015, D.O.M e Maní – os mesmos que figuravam em 2014. Os demais não receberam carta convite para a festa, o que indica que não estão no ranking. Também não há nenhum novo restaurante brasileiro classificado nas posições de 51 a 100 da lista, que já foram divulgadas. Alex Atala não vai à cerimônia e o único representante de um restaurante nacional será o catalão Daniel Redondo, do Maní, que viaja no sábado.

Especula-se que o primeiro do ranking desta vez seja o italiano Osteria Francescana, de Massimo Bottura – mas por enquanto são boatos. Há dois anos o boato, que não se confirmou, era de que o melhor seria o D.O.M.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 28/5/2015

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