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Restaurantes e Bares

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Sonho Árabe, um belo achado fora do circuito

Em seu restaurante, o sírio Mahmoud Ghaloul serve especialidades árabes em sistema de bufê; pratos frios e quentes compõem uma mesa tentadora

03 de abril de 2019 | 19:41 por Patrícia Ferraz

O Sonho Árabe começou a nascer na feira, uns cinco anos atrás – mais exatamente na feira livre de domingo da Rua Jauaperi, em Moema. Foi ali que o sírio de Homs Mahmoud Ghaloul instalou um caixote, um guarda-sol e um banquinho para vender as conservas que fazia na cozinha de seu apartamento.

O chef. Mahmoud Ghaloul e o shawarma

O chef. Mahmoud Ghaloul e o shawarma Foto: Felipe Rau/Estadão

Ele já estava no Brasil há algum tempo – veio de Dubai, onde trabalhava como cozinheiro até conhecer a brasileira Gabriela, com quem se casou e veio morar em São Paulo; havia trabalhado no Arábia, mas saiu sonhando ter seu negócio. 

As conservas faziam sucesso, ele buscou outras feiras, em outros dias da semana, comprou uma barraca maior, fez clientela e começou a preparar jantares árabes na casa de clientes (o que faz ainda hoje). Numa feira em Pinheiros, conheceu uma produtora da TV Globo e foi parar no programa da Ana Maria Braga, aí os clientes se multiplicaram. Na feira da Vila Nova Conceição conheceu o empresário Luiz Marsaioli (um dos sócios do Pobre Juan), acabaram ficando amigos e, depois de muitos jantares, resolveram abrir um restaurante juntos.

Festival. Pratos frios e quentes compõe o farto bufê

Festival. Pratos frios e quentes compõe o farto bufê Foto: Felipe Rau/Estadão

O Sonho Árabe foi inaugurado há pouco mais de dois meses, na Chácara Santo Antônio. Mahmoud é o chef e trabalha com a ajuda de quatro cozinheiros árabes, Luiz administra o negócio. Por enquanto, o restaurante funciona só em sistema de bufê na hora do almoço – e a comida é excelente: tudo feito na casa diariamente (exceto o pão), fresquíssimo, saboroso e delicado.

Você começa se servindo dos frios e vai ser inevitável pegar um pouco de cada coisa. Tem duas versões de babaganuche (a tradicional e uma só com a berinjela defumada e grãos de romã), duas versões da coalhada seca, a tradicional e a temperada com alho, ambas super cremosas (o segredo é a equação tempo e temperatura, diz o chef); duas versões de homus, puro ou temperado. Quibe cru, tabule, abobrinha frita com tahine, duas ou três saladas, torradas finíssimas de pão árabe. Seria mais que suficiente. Acontece que ainda tem os quentes, esfihas, faláfel, mijadra, shawarma, kaftas (feitos numa churrasqueira na cozinha)...

Para abrir os trabalhos. De tudo um pouco

Para abrir os trabalhos. De tudo um pouco Foto: Felipe Rau/Estadão

Sabe quanto custa? R$ 48 por pessoa. Até o fim de abril vão passar a abrir também no jantar, à la carte, e terão delivery. Ah, perto do caixa tem uma geladeira com esfihas e as pastas para levar para casa. E, é claro, as conservas que deram início a essa história.

SERVIÇO

Sonho Árabe

R. Alexandre Dumas, 1.541, Chácara Santo Antônio

Horário de funcionamento: 11h30/15h (sáb., 11h30/16h; fecha dom.).

​Tel.: 2924-8680.

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