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Restaurantes e Bares

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Tirashi do Kan

Quando for ao Kan, reserve lugar no balcão – pode levar tempo, são apenas oito cadeiras, mas tenha paciência. A espera para um lugar nos tatames do andar de cima é menor, três ou quatro dias, com sorte. Mas dali não dá para ver Egashira Keisuke em ação. Do balcão, ninguém consegue tirar os olhos desse sushiman que faz tudo com movimentos orquestrados, precisos e delicados, desde o momento em que desenrola o peixe e começa a fatiá-lo. Não se importe se ele olhar para você e falar um monte de coisas em japonês que você não vai entender – apenas sorria, nem se preocupe em responder, ele não fala português. Ou melhor, fala pouquíssimo, chegou de Tóquio em 2012, mas não veio aqui para conversar.

08 janeiro 2014 | 20:30 por patriciaferraz

No almoço, o tirashi é menor e mais simples, servido como prato executivo, sem ovas, sem atum gordo. À noite, ele coloca na tigela o que houver de melhor e mais sofisticado – em geral, são de 9 a 12 tipos de peixe. Toro, ouriço, polvo. O tamago fica sobre o balcão – ele corta uma fatia e coloca na vasilha sobre o arroz.

FOTO: Nilton Fukuda/Estadão

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O arroz dele é incomparável, feito com um tempero que ele não revela de jeito nenhum – coberto com gengibre e algas em fatias finíssimas, dá vontade de comer puro até raspar a tigela. Sobre o arroz, atum, camarão cozido, lula crua fatiada finamente, ovas, ouriço, polvo e peixe branco.

Se é o caso de trocar o tirashi pelo sushi de toro batido com folha de shissô, com um toque de wasabi e incrível frescor? Bem, a decisão é difícil. Melhor você ir lá duas vezes, provar um, outro e tirar suas próprias conclusões.

SERVIÇO – Kan

R. Manoel da Nóbrega, 76, loja 12, Paraíso

Tel.: 3266-3819

Quanto custa: R$ 70 (e R$ 45 no menu executivo)

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 9/1/2014

Ficou com água na boca?