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Gabriela Bilo|Estadão
Gabriela Bilo|Estadão

Prato do Dia

Patrícia Ferraz

Filé à diana. Brega e bom

A versão dessa receita está no livro Quem colocou o filé no Wellington

por Patrícia Ferraz

Datado, brega, o filé à diana merece, sim, todos os adjetivos que o acompanham desde que perdeu o prestígio conquistado nos anos 1950, quando era símbolo de requinte, preparado num rechaud na frente do cliente. A origem do prato é incerta, mas, acredita-se que tenha sido batizado em homenagem à deusa da caça na mitologia.

Esta versão está no livro Quem colocou o filé no Wellington (Melhoramentos). O prato está aqui porque é delicioso e fácil de fazer.

Preparo

1Achate os filés com um martelo, sem bater. Tempere com sal e pimenta.
2Derreta metade da manteiga até que faça espuma e frite os filés por dois minutos de cada lado. Tire da frigideira e reserve.
3Ponha a manteiga restante, sem lavar a frigideira, e refogue a cebola. Junte os cogumelos, refogue por dois minutos.
4Ponha o conhaque e flambe (cuidado!). Espere a flama baixar e junte o creme de leite, o molho inglês e a mostarda. Cozinhe até reduzir pela metade.
5Devolva os filés à frigideira com o molho, aqueça e sirva.
 

Para beber

Para a sommelière Gabriela Bigarelli, consultora do Maní, o filé à diana pede vinhos de corpo médio, com estrutura, equilíbrio e personalidade. Os taninos darão apoio para equilibrar as fibras da carne e a gordura do creme de leite. Ela sugere o chileno Gran Reserva Assemblage Chateau Los Boldos 2013, corte de Shiraz e Cabernet (R$ 89 na Zahil). E também indica o italiano Branccaia Tre Maremma Igt 2012, da Toscana, de caráter mineral pronunciado com boa acidez (R$ 92 na Grand Cru). E o espanhol Salmos Priorat Miguel Torres 2011, de corte complexo com aromas de frutas vermelhas e notas de tabaco e couro (R$ 180 na Devinum).

Ficou com água na boca?