Paladar

Comida

Comida

Neste verão, aposte no poke

Nascido no pós-praia no Havaí, o prato leve e refrescante navega o mar de concreto paulistano desde que novas casas dedicadas exclusivamente ao poke foram abrindo na cidade. Feito de peixe fresco cortado, marinado, é servido na tigela

09 novembro 2016 | 21:22 por Renata Mesquita

Uma onda havaiana, que partiu de Honolulu e desaguou na Califórnia, há dois ou três anos, deve atrair as atenções no verão brasileiro. Trata-se do poke, peixe cru cortado em cubos, temperado e servido numa tigela. Parente do sashimi e do ceviche, o poke nasceu no pós-praia havaiano como um prato rápido, leve, porém capaz de aplacar a fome dos surfistas. E avançou fora das praias: mesmo nos Estados Unidos, o poke começou a ganhar destaque há pouco. Começou a fazer fama na Costa Oeste e já desembarcou em Nova York.

As casas de poke estão se espalhando também pelo Brasil. Em São Paulo já existem três restaurantes especializados; e já se come poke em cidades brasileiras de Norte a Sul – de Fortaleza a Porto Alegre, passando por Florianópolis. 

 

  Foto: Felipe Rau|Estadão

A fórmula não poderia ser mais simples. Poke, no dialeto havaiano, quer dizer cortar, e o prato é basicamente peixe cortado em cubos, marinado, acompanhado de algas marinhas picadas, fatias de cebola, pepino e cebolinha. Com ou sem arroz, é permitido adicionar também fatias finas de abacate e ovas de peixe. Tiras de massa chinesa wonton também podem acompanhar o peixe, dando crocância ao prato.

Ficou com água na boca?

Tradicionalmente no Havaí se usa o atum ahi, variedade abundante por lá, e a marinada é feita com uma mistura de óleo de gergelim e shoyu. O poke é onipresente no Estado havaiano, a ponto de ser encontrado pronto até nas gôndolas de supermercado.

Lá, aparece com peixes e frutos do mar variados, especialmente lula e polvo, os mais populares. 

Os molhos e temperos mudam conforme o gosto de quem prepara o prato, que pode ser marinado com limão, wasabi, molho tarê...

Não convém deixar o peixe por muito tempo na marinada, alguns minutos são o suficiente para dar sabor, sem alterar a textura do pescado. O poke tem um único segredo, o frescor. Deve ser feito na hora de servir. Ah, e nada de prato, garfo e faca: poke se come na tigela, com hashi.

 

 

ONDE COMER POKE EM SÃO PAULO

Poke Poke

Já são quatro lojas da franquia que levou a temática havaíana ao pé da letra, duas delas na dentro shoppings. No estilo de pede, paga e recebe, de comida rápida, o cliente pode escolher entre difrentes tamanhos de "bowls" entre 200 ml, 400 ml, 500 ml e 600 ml. O cardápio apresenta diferentes combinações que vão do clássico atum com arroz até com macarrão e frango. Também fazem delivery. 

Os pokes do Poke Poke.

Os pokes do Poke Poke. Foto: Nilton Fukuda|Estadão

Serviço

R. Padre João Manoel, 57, Cerqueira César.

Tel.: 3265-5474

Horário de funcionamento: 11h/23h (dom., 12h/20h)

outros endereços em pokepoke.com.br

 

Hi Pokee

Escondido em uma tranquila vila em meio à agitada Rua Augusta, vive lotado na hora do almoço. Os sócios decidiram investir no ambiente sem muito apelo havaíano e tigelas de cerâmica para comer sentado e sem pressa. O cardápio oferece sugestões prontas, como o clássico de atum com pepino e fatias de abacate e arroz branco (R$ 29), e o mix do mar que leva salmão, atum, polvo, kani, pepino, rabanete com molho de wasabi (R$ 32). O cliente também pode montar o seu próprio poke; escolhendo desde a base (arroz integral, branco ou espqguete de legumes), as proteínas, os molhos e os "toppings" (castanha de caju, chips de batata doce, entre outros). Vira até uma brincadeira escolher os ingredientes e combinar os sabores. 

O ambiente do Hi Pokee.

O ambiente do Hi Pokee. Foto: Felipe Rau|Estadão

Serviço

R. Augusta, 2052. Cerqueira César

Tel.: 3063-5408

Horário de funcionamento: 11h30/16h; quin. à sab.; 19h/22h; fecha dom.

 

Mr. Poke 

Pioneira do poke no Brasil, começou como um tuk tuk (triciclo asiático menor que um food truck) sem ponto fixo, em festas e festivais. Hoje já tem dois endereços em São Paulo,a primeire dentro de Hostel em Pinehrios e a segunda que acaba de inaugurar em um food park na Vila Mariana. Os sócios, que são surfistas e trouxeram a receita direto do Havaí, tem planos de expansão para o Rio de Janeiro. 

 

  Foto: Divulgação

Serviço

R. Padre García Velho, 44, Pinheiros.

Tel.: 2364-4231

Horário de funcionamento: 18h30h/23h (fecha dom. e seg.).

Ficou com água na boca?