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O que aprendi com a barriga encostada no balcão? Lição de hoje: Macunaíma

Balcão do Giba

Drinques para fazer em casa

O que aprendi com a barriga encostada no balcão? Lição de hoje: Macunaíma

O Macunaíma, drinque criado por Arnaldo Hirai no bar Boca de Ouro, já se transformou em um marco para a coquetelaria nacional. Aprenda a fazer em casa. Será que fica parecido com o original?

22 de março de 2019 | 14h31 por Gilberto Amendola

Todo bar é uma escola.

Aprende-se muito com a barriga encostada em um balcão.

A  língua portuguesa da conversa fiada; a história e a geografia da vida alheia e a matemática das medidas e proporções dos coquetéis.

Drinque Macunaíma. Foto: Bruno Nogueirão/Estadão

A maioria dos drinques que faço em casa (por conta e risco) são o resultado de muita observação e conversa.

Diferente do mundo gastronômico, que é cheio de segredos,  o “povo dos coquetéis” gosta de compartilhar suas receitas autorais.

E por quê? Porque o sucesso de um drinque está relacionado com o seu aparecimento em diversos bares e restaurante (em leituras e releituras). Nesse caso, tornar-se um clássico popular significa ser reproduzido sem muito pudor ou mimimi.

Não é fácil de acontecer. Mas rolou recentemente com um coquetel brasileiro. Criado pelo Arnaldo Hirai, um dos sócios do bar Boca de Ouro, o Macunaíma atingiu o status de clássico moderno.

O Macunaíma, que tem a cachaça como base, se transformou rapidamente em uma marca do Boca de Ouro. Mas não demorou, ainda bem, para ele ser encontrado em outras cartas pela cidade de São Paulo (e fora dela).

Há tempos venho tentando reproduzir em casa. O resultado é esse que você vai assistir no vídeo desta semana.

O sabor fica bastante similar ao Macunaíma original. O que ainda não consigo reproduzir é a aparência. O Macunaíma do Hirai fica com uma espuma linda, perfeita e tal. Já o meu…

Ainda assim, funciona! Vale a pena arriscar um Macunaíma em casa e incluí-lo no seu repertório de coquetelaria caseira.

Receita do Macunaíma:
45 ml de cachaça branca
25 ml de xarope de açúcar
20 ml de suco de limão
7 ml de Fernet Branca
> Coloque todos os ingredientes em uma coqueteleira com bastante gelo. Bata. Depois, coe para um copo. Seja feliz. Acompanha bem uma cervejinha.

PS: O nome do drinque, claro, vem do livro clássico de Mario de Andrade, Macunaíma.

 

Notícias do mundo da coquetelaria

Shot 1. O restaurante Ferra abriu suas portas no Jockey Club (São Paulo). Os drinques da casa ficaram por conta da premiada Adriana Pino. Além de clássicos como moscow mule e penicilin, drinques autorais como um que leva o próprio nome do restaurante, feito com Zacapa 23, Bacardi 8, laranja-baía, calda de maracujá e Angostura (Av. Lineu de Paula Machado, 1263, Cidade Jardim).

Shot 2. O Tan Tan Noodle Bar lança a sua quinzena Highball (estilo de coquetel servido em copo longo e carbonatado). Além disso, o barman Douglas Peres também já começou a mexer na carta do bar – com pelo menos mais três novidades (R. Fradique Coutinho, 153 – Pinheiros).

 

Shot 3. Outra novidade é o Estoque Bar – mais um lugar de coquetelaria na Rua dos Pinheiros e região. O Estoque fica dentro do restaurante Low BBQ. Ele se junta aos outros bares do circuito (praticamente vizinhos), como o Paramont, Sylvester e Pinneaple. O Estoque fica na Rua dos Pinheiros 1235.

Shot 4. O Isola Bar também está de carta nova. São 15 criações dos mixologistas Jailson Viana e Alexandre Clement. A maioria são criações com cachaça e gim, com referências ítalo-brasileiras. O Isola tem dois endereços: Isola JK: Av. Juscelino Kubitschek, 2041. Itaim Bibi: R. General Mena Barreto, 765.

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